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Apesar de recuperação, produção argentina teve pior semestre da história

Depois de um 1º trimestre desastroso, a produção de biodiesel da Argentina está mostrando sinais de recuperação entre os meses de abril e junho.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Depois de um 1º trimestre realmente desastroso, a produção de biodiesel da Argentina está mostrando sinais de recuperação. Segundo dados oficiais do governo vizinho, as usinas inverteram a trajetória de queda e colocaram no mercado 450,1 mil toneladas de biodiesel entre os meses de abril e junho.

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Depois de um 1º trimestre realmente desastroso, a produção de biodiesel da Argentina está mostrando sinais de recuperação. Segundo dados oficiais do governo vizinho, as usinas inverteram a trajetória de queda e colocaram no mercado 450,1 mil toneladas de biodiesel entre os meses de abril e junho.

Isso representa uma alta de 36,3% sobre o período imediatamente anterior. Melhor ainda, a produção mensal só cresceu ao longo do período entre março e junho – o pior e o melhor resultados do ano até agora – a produção praticamente dobrou.

Ainda o pior

Apesar de alentadores, os números ainda não são assim tão impressionantes se comparados colocados no devido contexto histórico.

No 1º semestre do ano, as usinas argentinas fabricaram 780,2 mil toneladas. Esse é o pior resultado para o período desde que a produção começou a ser contabilizada em 2010. Na comparação com o 1º semestre do ano passado – quando foram fabricadas 101,6 mil toneladas –, a queda foi de 23,2%.

E mesmo se copilados apenas com os resultados mais robustos do 2º trimestre, as coisas não ficam muito melhores. Apenas em 2013, a indústria argentina registrou uma produção inferior com 426 mil toneladas produzidas.

Exceto pelo mês de junho, a produção ficou abaixo da média histórica das usinas argentinas que está em 182,7 mil toneladas por mês.

Mercado interno

Aos poucos, a demanda interna está se sobrepondo ao mercado exportador com principal polo de consumo das usinas da Argentina.

No primeiro semestre, o mercado interno absorveu 525,8 mil toneladas, a maior demanda da história do setor. Já as exportações somaram 236,5 mil toneladas, o pior resultado na história da indústria.

O mercado interno absorveu pouco menos de 67,4% da produção. Essa é a maior proporção para o mercado interno em todos os tempos.

Apesar disso, as exportações também melhoraram consideravelmente mais para o final do período. Em junho, foram embarcados para fora do país 93,2 mil toneladas, embora ainda esteja abaixo da média história – 114,3 mil toneladas – esse foi melhor resultado do ano.

Entre junho e julho, as exportações deram um salto de 163%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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