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Relatório indica disponibilidade de matérias-primas para produção de biocombustíveis

Segundo um relatório elaborado pela Ufop, a situação da oferta das principais matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis está folgada.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A situação da oferta das principais matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis está folgada. Essa é a principal conclusão de um relatório elaborado pela União para Promoção de Óleos e Proteínas Vegetais (Ufop) – principal associação do setor de oleaginosas e biodiesel da Alemanha.

RelatorioUfop MAPA 1 210717A situação da oferta das principais matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis está folgada. Essa é a principal conclusão de um relatório elaborado pela União para Promoção de Óleos e Proteínas Vegetais (Ufop) – principal associação do setor de oleaginosas e biodiesel da Alemanha.

O documento “Suply report 2016/2017” compara a oferta de biomassa com a demanda nos setores de biocombustíveis e de alimentação. “Dados e estatísticas demonstram que as quantidades de alimentos produzidas globalmente são mais do que adequadas para atender à demanda dos mercados [alimentares], mas, também, para o mercado atual e crescente para a produção de materiais e energia”, diz o relatório em sua introdução.

Produção

Segundo dados levantados pela Ufop a produção agrícola vem avançando no mundo todo ao longo das últimas décadas tanto em função da abertura de novas áreas agrícolas como, também, pela melhoria das técnicas de cultivo, armazenamento e transportes.

No mercado de grãos, a produção triplicou dos anos 1960 até agora. A projeção é que nessa temporada a colheita de milho, trigo, arroz e cevada totalize 2,57 bilhões de toneladas. A demanda não tem crescido no mesmo passo o que é atestado pela evolução dos estoques que praticamente dobraram de tamanho ao longo dos últimos 10 anos superando a merca das 500 milhões de toneladas.

Oleaginosas

No que diz respeito às oleaginosas, a evolução também tem sido significativa. Na virada do milênio, a produção mundial era de oleaginosas era de 316 milhões de toneladas, de lá para cá a produção avançou 76,5% atingindo 558 milhões de toneladas.

A soja tem sido o carro-chefe dessa expansão e representa mais de 60% do volume total colhido. Serão 341 milhões de toneladas na temporada 2016/17. Isso é praticamente o dobro das 176 milhões de toneladas de soja colhidas na safra 2000/01

Essa oferta de oleaginosas vai garantir uma produção de 184 milhões de toneladas de óleos vegetais este ano. Desde o ano 2000, a produção deu um salto de praticamente 110%. Óleo de palma e de soja – com 64 e 54 milhões de toneladas respectivamente – são as duas maiores fontes de óleo vegetal do mercado mundial.

Atualmente, o biodiesel absorve perto de 27 milhões de toneladas desse total. Somando a isso os volumes fabricados com gordura animal e com óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) temos uma produção total próxima a 29,6 milhões de toneladas.



Europa com 12,4 milhões de toneladas foi o maior produtor do mundo. Estados Unidos com 4,9 milhões de toneladas e Brasil com 3,4 milhões de toneladas ficam em segundo e terceiro lugares.

A íntegra do relatório (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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