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Energia

Bush pede economia de energia em Estados Unidos, China e Índia


Agência EFE - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:21

O presidente George W. Bush pediu mais economia de energia nos EUA, na China e na Índia e destacou que o país americano precisa de uma estratégia "ampla" que reduza sua dependência de petróleo estrangeiro.

Bush também destacou a importância de combustíveis alternativos, como hidrogênio, diesel de origem biológica e etanol.

O presidente afirmou que os EUA precisam de "uma estratégia nacional ampla" para diminuir sua dependência de petróleo estrangeiro.

Para isso, será necessário, segundo Bush, criar tecnologia mais eficiente e aproveitar "ao máximo" os recursos existentes.

Também é importante "ajudar consumidores globais de energia como China e Índia a reduzir seu próprio uso de hidrocarbonetos, promover a conservação (energética) e desenvolver novas fontes de energia, como hidrogênio, etanol e biodiesel", segundo Bush.

O americano abordará este assunto em mais detalhes em um ato público na segunda-feira em West Point (Virginia).

No passado, o presidente deu prioridade a produção de mais energia com o objetivo de conter as altas dos preços do petróleo.

Assim, ele promove a perfuração de poços em uma reserva natural do Alasca e a construção de novas centrais nucleares, assim como a abertura de mais refinarias de petróleo e terminais de importação de gás.

Os EUA são um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas seu consumo é tão alto que deve importar mais de 60% dos hidrocarbonetos que precisa.

Dos 11,8 milhões de barris diários importados, 2,4 milhões provêm do Golfo Pérsico.

Bush também instou o Congresso a aprovar o pacto comercial que seu país assinou com a América Central e a República Dominicana.

"Este acordo ajudaria as novas democracias de nosso continente a ter melhores normas trabalhistas", afirmou.

Atualmente, a maioria das exportações dessa região entram nos EUA sem pagar impostos alfandegários e o Tratado de Livre Comércio reduziria as tarifas a que os produtos americanos nesses mercados são submetidos.

Os presidentes de Honduras, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana fizeram nesta semana uma viagem pelos EUA para promover o pacto e se reuniram na quinta-feira com Bush.

O americano reiterou hoje que "o Congresso tem que aprovar esta lei importante", em alusão ao tratado com os países centro-americanos e a República Dominicana.

A ratificação enfrenta a oposição dos produtores açucareiro e uma parte do setor têxtil. Além disso, a maioria dos democratas rejeita o acordo porque acha que não protege o suficiente os trabalhadores.

Bush também disse que seu novo Representante de Comércio Exterior, Robert Portman, garantirá que sejam cumpridas as normas comerciais existentes, enquanto Washington tenta abrir "mercados estrangeiros para as colheitas e os produtos americanos".

Essa declaração ocorre um dia depois que a Casa Branca anunciou o restabelecimento das cotas de importação de calças, camisas e peças íntimas de algodão da China.

As cotas foram eliminadas em 1º de janeiro e desde então cresceram muito as importações americanas de confecções chinesas.