Em março deste ano, o banco suíço UBS e a administradora de fundos Diapason Commodities Management lançaram o primeiro índice mundial de preços para etanol e biodiesel, diante do forte interesse de investidores pelo setor. Desde então, o UBS Diapason Global Biofuel Index teve valorização de 4%, refletindo a evolução dos preços de commodities como açúcar, arroz, milho e soja, necessários para a produção de biocombustível. Novos instrumentos financeiros foram criados, e os ativos sob gestão baseados no novo indicador chegam a US$ 200 milhões.
A expectativa é de que o montante seja triplicado até o fim deste ano, com a demanda crescente por biocombustível em meio à alta de preço do petróleo, incertezas geopolíticas e inquietações com as mudanças climáticas no mundo.
"A ecorrevolução para transformar etanol em ouro está em marcha", diz Guillaume Le-Fur, um dos diretores da Diapason, empresa fundada em 2003 por Jim Rogers, financista referência no setor de matérias-primas nos EUA.
O índice é publicado em dólar, euro, franco suíço e iene e composto de contratos futuros de 10 commodities, com peso de 83% para etanol e 16,99% para biodiesel.
No grupo para etanol, a composição é a seguinte: milho (30%), açúcar demerara (29,26%), açúcar branco (3,71%), trigo (13,81%), cevada (1,28%), arroz (2,21%), madeira (2,74%). No grupo de biodiesel, estão colza (7,17%), canola (3,03%) e óleo de soja (6,8%).
Le-Fur nota que contratos futuros de etanol já são negociados em bolsas em Chicago e em São Paulo, mas com pouca liquidez. Com o novo indicador, a demanda aumentou, inclusive por parte de clientes brasileiros. A própria Diapason lançou um fundo de investimento baseado no índice, com capital mínimo de US$ 100 mil.
"O rendimento poderá ser violento. No mínimo duplicar em cinco anos", afirma o analista suíço. Exercícios da empresa mostram que o indicador em quatro anos, contados a partir de maio de 2002, daria uma valorização de 51%.
A volatilidade atual nos mercados financeiros provocou uma "pequena correção" nos preços de matérias-primas em geral, com queda de 7% a 8%. Mas a expectativa é de nova alta, sobretudo em matérias-primas agrícolas.
"Os valores agrícolas vão explodir porque estão subavaliados", diz. "Há desequilíbrio entre a oferta e a demanda, e esse fosso vai aumentar. No etanol, o objetivo dos governos exige mais produto do que realmente existe. A aceleração de preços de metais e energia vai influenciar as matérias-primas agrícolas".
Na avaliação da Diapason, o Brasil vai receber novos investimentos em açúcar e soja. O interesse de investidores foi reforçado com as declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apóia o uso de energias alternativas para reduzir a dependência do país do petróleo. "O interesse de políticos, consumidores e investidores se confirma pelo etanol e coloca o Brasil em linha de frente", afirma Guillaume Le-Fur.
Assis Moreira
A expectativa é de que o montante seja triplicado até o fim deste ano, com a demanda crescente por biocombustível em meio à alta de preço do petróleo, incertezas geopolíticas e inquietações com as mudanças climáticas no mundo.
"A ecorrevolução para transformar etanol em ouro está em marcha", diz Guillaume Le-Fur, um dos diretores da Diapason, empresa fundada em 2003 por Jim Rogers, financista referência no setor de matérias-primas nos EUA.
O índice é publicado em dólar, euro, franco suíço e iene e composto de contratos futuros de 10 commodities, com peso de 83% para etanol e 16,99% para biodiesel.
No grupo para etanol, a composição é a seguinte: milho (30%), açúcar demerara (29,26%), açúcar branco (3,71%), trigo (13,81%), cevada (1,28%), arroz (2,21%), madeira (2,74%). No grupo de biodiesel, estão colza (7,17%), canola (3,03%) e óleo de soja (6,8%).
Le-Fur nota que contratos futuros de etanol já são negociados em bolsas em Chicago e em São Paulo, mas com pouca liquidez. Com o novo indicador, a demanda aumentou, inclusive por parte de clientes brasileiros. A própria Diapason lançou um fundo de investimento baseado no índice, com capital mínimo de US$ 100 mil.
"O rendimento poderá ser violento. No mínimo duplicar em cinco anos", afirma o analista suíço. Exercícios da empresa mostram que o indicador em quatro anos, contados a partir de maio de 2002, daria uma valorização de 51%.
A volatilidade atual nos mercados financeiros provocou uma "pequena correção" nos preços de matérias-primas em geral, com queda de 7% a 8%. Mas a expectativa é de nova alta, sobretudo em matérias-primas agrícolas.
"Os valores agrícolas vão explodir porque estão subavaliados", diz. "Há desequilíbrio entre a oferta e a demanda, e esse fosso vai aumentar. No etanol, o objetivo dos governos exige mais produto do que realmente existe. A aceleração de preços de metais e energia vai influenciar as matérias-primas agrícolas".
Na avaliação da Diapason, o Brasil vai receber novos investimentos em açúcar e soja. O interesse de investidores foi reforçado com as declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apóia o uso de energias alternativas para reduzir a dependência do país do petróleo. "O interesse de políticos, consumidores e investidores se confirma pelo etanol e coloca o Brasil em linha de frente", afirma Guillaume Le-Fur.
Assis Moreira