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Energia

Estudo cita o Brasil como exemplo na área de energia


O Globo - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

A crescente demanda por energia, alimentos e matérias-primas pelos 2,5 bilhões de habitantes da China e da Índia já começa a comprimir os recursos globais. E isso, segundo Flavin, está evidente “em manifestações violentas por causa do aumento do petróleo na Indonésia, a crescente pressão sobre as florestas e a pescaria no Brasil e a perda de empregos no setor de manufaturas na América Central”.

Só no ano passado a China usou 26% do aço produzido no mundo, 32% do arroz e 47% do cimento. E isso considerando que o seu consumo de recursos per capita ainda é baixo. A China dispõe de apenas 8% da água fresca do mundo para abastecer 22% da população do planeta. Na Índia a demanda urbana por água deverá duplicar, e a industrial, triplicar até 2025.

“Está na hora de se encontrar um novo caminho de industrialização com base na tecnologia, baixo consumo de recursos, baixa poluição ambiental e ótima alocação de recursos humanos”, escreveu Sunita Narain, diretor do Centro para a Ciência e o Meio Ambiente da Índia, na introdução do informe.

O Brasil é mencionado extensamente no estudo como um exemplo, em especial na área de energia, devido à opção pelo etanol e o biodiesel. O Worldwatch Institute diz que o uso desses combustíveis não se tem expandido como devia porque eles têm sofrido altas tarifas de importação. O documento cita, em tom positivo, o fato de o Brasil estar se preparando para exportações em larga escala. E lembra uma frase que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse em junho passado ao primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi: “Não queremos vender litros de etanol: queremos vender rios de etanol”.