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Energia

China espera que seus problemas energéticos acabem em 2007


Agência EFE - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

O engenheiro chefe da Companhia de Desenvolvimento de Redes Elétricas da China, Zhao Zunlian, previu hoje que continuarão existindo problemas de abastecimento de energia em seu país, embora menos em 2006 que no ano passado, e que estas dificuldades serão totalmente superadas em 2007.

Em declarações à agência oficial Xinhua, Zhao Zunlian destacou que o déficit energético não chegará aos 9 milhões de quilowatts em 2006 (em 2004, o desequilíbrio oferta-demanda foi de 30 milhões de quilowatts).

O extremo sul do país, onde fica a desenvolvida província de Cantão, e o norte (Pequim, Tianjin), serão as regiões com maiores riscos de sofrer cortes de energia, e não mais o leste (Xangai), que foi uma das áreas mais afetadas nos últimos dois anos.

Zhao explicou que este ano serão concluídas as obras de centrais capazes de gerar 81 milhões de quilowatts de eletricidade e, por isso, a capacidade nacional alcançará 590 milhões de quilowatts.

O especialista não especificou que tipo de central será construído, mas a China está realizando obras em todos os campos, da energia eólica à nuclear (duas novas centrais em 2006) e à hidroelétrica (com grandes projetos em rios como o Yangtsé e o Mekong).

Em 2005, a China conseguiu aumentar sua capacidade geradora de eletricidade para 2,26 trilhões de quilowatts/hora, 13,12% a mais que em 2004, e prevê um aumento semelhante em 2006, quando o consumo nacional em 2006 deve ser de 2,74 trilhões de quilowatts/hora.

A crise dos dois últimos anos obrigou o Governo da China a tomar medidas drásticas, obrigando alguns funcionários a trabalharem de madrugada, proibindo que os acondicionadores de ar ficassem abaixo dos 25 graus no verão e apagando as luzes noturnas em cidades como Xangai.

Para enfrentar seus problemas de energia, que podem frear o rápido desenvolvimento do país, a China também está explorando novas jazidas de petróleo e gás natural no oeste do país e em suas águas territoriais.

Por outro lado, está aumentando os contatos com países exportadores de petróleo como a Venezuela, nações africanas e do Oriente Médio, e continua negociando com a Rússia a implementação do grande oleoduto siberiano.