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Energia

EUA e parceiros prometem fundo para projetos de energia limpa


Reuters - Por Michelle Nichols - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Seis dos países mais poluentes do mundo, liderados pelos Estados Unidos, devem criar um fundo multimilionário para encorajar os setores de mineração e de geração de energia a desenvolver e usar tecnologias de energia limpa a fim de combater as mudanças climáticas.

A Parceria Ásia Pacífico para o Desenvolvimento Limpo e o Clima, firmada por EUA, Austrália, Japão, China, Coréia do Sul e Índia, também contará com oito grupos de trabalho para o desenvolvimento de projetos de energia limpa.

Desses grupos devem participar representantes da indústria e do comércio.

Juntos, os seis países respondem por metade dos gases do efeito estufa produzidos pelo mundo a partir da queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. O encontro realizado por eles em Sydney é o primeiro da parceria criada recentemente.

O ministro das Relações Exteriores australiano, Alexander Downer, disse à Reuters em uma entrevista concedida na quarta-feira que seu país e os EUA anunciariam uma contribuição financeira para dar início às atividades do fundo. Os demais participantes da parceria também se comprometeriam a contribuir.

"O setor privado e os governos devem se sentar juntos a fim de buscar soluções para alguns desses problemas", afirmou Downer.

Grupos ambientalistas disseram que os dois dias de negociação em Sydney são na verdade um esforço desses países de subverter o Protocolo de Kyoto, que os EUA e a Austrália não assinaram porque, segundo argumentam, os cortes obrigatórios nos níveis de emissão de gases do efeito estufa seriam prejudiciais a suas economias.

Segundo os ambientalistas, se não houver metas de emissão a serem cumpridas, algo que o pacto de Sydney não prevê, os esforços de combate às mudanças climáticas fracassarão.

Na quarta-feira, houve manifestações na frente do local em que se realiza a conferência entre os seis países.

"Falar não custa nada e o preço da omissão é alto", disse Catherine Fitzpatrick, porta-voz do grupo Greenpeace. "As impressões digitais, sujas e negras, da indústria do carvão podem ser vistas em todos os lugares desse pacto."

Cerca de 80 executivos de empresas de mineração e de geração de energia, entre as quais a BHP Billiton, a Exxon Mobil e a Rio Tinto, participaram das negociações na quarta-feira.

Os seis países consignatários não revelaram quanto de dinheiro estaria disponível para custear o desenvolvimento de fontes limpas de energia. A Austrália deve contribuir com 75 milhões de dólares.