BiodieselBR
Publicidade

Usina entra em operação em 2007

Na metade de 2007, deve estar em operação, no município de Quixadá, uma unidade de processamento de biodiesel da Petrobras. O projeto receberá US$ 35 milhões em investimentos e irá gerar 15 mil empregos na área rural.
O Povo - Fortaleza 4 min de leitura
Na metade de 2007, deve estar em operação, no município de Quixadá, uma unidade de processamento de biodiesel da Petrobras. O projeto receberá US$ 35 milhões em investimentos e irá gerar 15 mil empregos na área rural. A usina terá capacidade de processar 40 mil toneladas de óleos vegetais por ano e produzir 60 milhões de litros de biodiesel

Até junho deste ano, deve ser iniciada a construção, em Quixadá, de uma das três unidades de processamento de biodiesel da Petrobras, no Brasil. A estatal brasileira irá implantar ainda uma usina em Montes Claros, Minas Gerais, e outra em um município do Recôncavo Baiano. Após o início das obras, a unidade de Quixadá, município localizado a 168 quilômetros de Fortaleza, entrará em operação em 10 a 12 meses. O projeto irá receber investimentos da ordem de US$ 35 milhões e terá capacidade de processar 40 mil toneladas de óleo vegetal por ano, o que representaria uma produção anual de 60 milhões de litros de biodiesel.

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques, explica que a usina vai dobrar, de R$ 3 milhões para R$ 6 milhões, a arrecadação anual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no município. A unidade deve empregar 160 pessoas diretamente e outros 15 mil agricultores familiares que irão produzir oleaginosas como a mamona e algodão para o processamento.

"Este projeto vai atender algo que estava faltando no Brasil, que é a interiorização do desenvolvimento. Na feita que for criada uma nova matriz energética renovável, os centros regionais do Interior terão uma nova perspectiva de crescimento econômico", analisa Ilário. Segundo ele, a Petrobras, através do seu conselho de administração, em dezembro, decidiu pela construção das três usinas.

O prefeito explica que a escolha de Quixadá como um dos locais dos projetos, deve-se às questões logísticas observadas pela Petrobras. "O município fica em uma área central, com acesso ferroviário para todo o Estado e também para o Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A cidade ainda é cortada por rodovias que seguem em todas as direções", explica, ao avaliar também que o porte e o nível de desenvolvimento de Quixadá influenciaram na decisão da Petrobras.

De acordo com Ilário Marques, os primeiros passos para a construção da unidade de biodiesel já foram dados. A Prefeitura desapropriou um terreno de 15 hectares (150 mil m) para receber a usina. "O terreno está escriturado e a lei autorizando a doação foi aprovada pela Câmara Municipal de Quixadá. O decreto que formalizada a doação já foi enviado para a Petrobras", diz. A estatal também contará com isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no espaço.

A próxima etapa para viabilizar a construção da usina, conforme Marques, será a obtenção das licenças ambientais. Em seguida, será feita a licitação para o começo da obra. "Como o terreno foi escolhido para atender todos os critérios ambientais, as licenças devem ser concedidas de forma rápida", analisa.

Na opinião do prefeito, com a implantação das unidades de processamento da Petrobras, o Programa Nacional de Biodiesel torna-se algo "irreversível". "Antes, a Petrobras estava apenas encarregada da compra da produção de oleaginosas. Mas, agora, a estatal também passou a fazer parte do negócio de risco".

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, no início de 2005, o Brasil consumia 37 bilhões de litros de diesel por ano. A produção de biodiesel permitirá, assim, a redução da importação do diesel mineral (de petróleo), que gira em torno de 6 bilhões de litros (cerca de 15% do total), o que representa um custo anual de US$ 1,2 bilhão. Inicialmente, o Programa deve gerar cerca de 153 mil empregos, a maioria no campo.
Compartilhar: