O governo precisa ser mais incisivo na política de regulação do mercado da mamona, sob pena de o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel beneficiar apenas os grandes empresários, sem gerar renda para os agricultores familiares, alerta Waltermilton Cartaxo, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, de Campina Grande (PB). Ele explica que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais de oleaginosas no semi-árido é a falta de organização da cadeia produtiva.
O técnico lembra que o Nordeste possui mais de cinco milhões de hectares disponíveis para plantação de mamona, em mais de 500 municípios, mas diz que faltam informações sobre quem vai adquirir a produção e a que preço comercializar. "Nós temos oportunidade de garantir um milhão de empregos no setor primário do semi-árido, considerando que cinco hectares de plantio de mamona podem resultar na possibilidade de ganhos de mais de um salário mínimo por mês, mas, se não nos organizarmos nos municípios, por meio de parcerias com o poder público, estaremos deixando que a produção saia da mão do pequeno agricultor e passe a ser explorada pelos empresários.", observa.
Cartaxo, que participou de evento em Recife para discutir os rumos da produção de biodiesel na região, cita como exemplo a Bahia, maior produtor de mamona do país, que colheu uma safra de 150 mil toneladas este ano, mas não encontrou mercado suficiente para vender a produção. Na região, segundo ele, o preço do quilo do produto, que era de R$ 0,55, caiu para R$ 0,37, o que inviabiliza o cultivo. O pesquisador defende que o governo tenha papel mais incisivo para formar um estoque regulador da mamona, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com a Petrobras.
O técnico lembra que o Nordeste possui mais de cinco milhões de hectares disponíveis para plantação de mamona, em mais de 500 municípios, mas diz que faltam informações sobre quem vai adquirir a produção e a que preço comercializar. "Nós temos oportunidade de garantir um milhão de empregos no setor primário do semi-árido, considerando que cinco hectares de plantio de mamona podem resultar na possibilidade de ganhos de mais de um salário mínimo por mês, mas, se não nos organizarmos nos municípios, por meio de parcerias com o poder público, estaremos deixando que a produção saia da mão do pequeno agricultor e passe a ser explorada pelos empresários.", observa.
Cartaxo, que participou de evento em Recife para discutir os rumos da produção de biodiesel na região, cita como exemplo a Bahia, maior produtor de mamona do país, que colheu uma safra de 150 mil toneladas este ano, mas não encontrou mercado suficiente para vender a produção. Na região, segundo ele, o preço do quilo do produto, que era de R$ 0,55, caiu para R$ 0,37, o que inviabiliza o cultivo. O pesquisador defende que o governo tenha papel mais incisivo para formar um estoque regulador da mamona, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com a Petrobras.