Além do ganho social, governo aposta que biodiesel reduzirá dependência do petróleo
O projeto do biodiesel caiu no gosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos ganhos sociais, econômicos e ecológicos prometidos pelo combustível. O governo vislumbrou no produto uma possibilidade de incentivar a agricultura familiar e, por isso, deve conceder incentivos fiscais a quem usar matéria-prima fornecida por pequenos produtores. Os defensores da idéia dizem que a fabricação de biodiesel levará a um melhor aproveitamento das terras no Brasil.
"Temos insolação durante o ano todo, mas muita gente só planta a safra de verão. Por isso temos estimulado o plantio de grãos na safrinha ou durante o inverno", explica o presidente do consórcio Biobrás, José Luiz de Toledo. As usinas fecham contratos de compra com pequenos agricultores e assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), garantindo preço mínimo e assistência técnica. Entre as vantagens para as fábricas, está a fidelidade do produtor, que tende a não voltar a vender a colheita no mercado após assinar o primeiro acordo.
A lei do biodiesel dá um desconto de 68% nos tributos federais que incidem sobre a safra dos agricultores familiares. Nas regiões Norte e Nordeste, a redução é de 100% para quem optar pelo cultivo de mamona e palma. Outro incentivo é que os pequenos produtores podem financiar a plantação com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece recursos com juros baixos.
Os ganhos econômicos calculados pelo governo vão além do fortalecimento da pequena agricultura. Com o combustível vegetal feito no Brasil, é possível que caia a necessidade de importação de diesel. Hoje, o país consome cerca de 40 bilhões de litros do derivado de petróleo, sendo que 3,7 bilhões de litros vêm de outros países. Se a mistura de 5% já estivesse valendo, a importação cairia para 2,5 bilhões de litros, com uma economia de US$ 400 milhões nos pagamentos feitos para o exterior.
"Fora que é um ganho ecológico difícil de medir. A queima do biodiesel emite menos gás carbônico e é livre de enxofre", destaca o pesquisador do Instituto de Tecnologia do Paraná Guiliano Zagonel. O programa federal também prevê que não será necessário abrir novas fronteiras agrícolas para a produção das oleaginosas.
O projeto do biodiesel caiu no gosto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos ganhos sociais, econômicos e ecológicos prometidos pelo combustível. O governo vislumbrou no produto uma possibilidade de incentivar a agricultura familiar e, por isso, deve conceder incentivos fiscais a quem usar matéria-prima fornecida por pequenos produtores. Os defensores da idéia dizem que a fabricação de biodiesel levará a um melhor aproveitamento das terras no Brasil.
"Temos insolação durante o ano todo, mas muita gente só planta a safra de verão. Por isso temos estimulado o plantio de grãos na safrinha ou durante o inverno", explica o presidente do consórcio Biobrás, José Luiz de Toledo. As usinas fecham contratos de compra com pequenos agricultores e assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), garantindo preço mínimo e assistência técnica. Entre as vantagens para as fábricas, está a fidelidade do produtor, que tende a não voltar a vender a colheita no mercado após assinar o primeiro acordo.
A lei do biodiesel dá um desconto de 68% nos tributos federais que incidem sobre a safra dos agricultores familiares. Nas regiões Norte e Nordeste, a redução é de 100% para quem optar pelo cultivo de mamona e palma. Outro incentivo é que os pequenos produtores podem financiar a plantação com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece recursos com juros baixos.
Os ganhos econômicos calculados pelo governo vão além do fortalecimento da pequena agricultura. Com o combustível vegetal feito no Brasil, é possível que caia a necessidade de importação de diesel. Hoje, o país consome cerca de 40 bilhões de litros do derivado de petróleo, sendo que 3,7 bilhões de litros vêm de outros países. Se a mistura de 5% já estivesse valendo, a importação cairia para 2,5 bilhões de litros, com uma economia de US$ 400 milhões nos pagamentos feitos para o exterior.
"Fora que é um ganho ecológico difícil de medir. A queima do biodiesel emite menos gás carbônico e é livre de enxofre", destaca o pesquisador do Instituto de Tecnologia do Paraná Guiliano Zagonel. O programa federal também prevê que não será necessário abrir novas fronteiras agrícolas para a produção das oleaginosas.