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Biodiesel

Petróleo cai e Bush responsabiliza China por alto preço


Folha Online - Vinicius Albuquerque - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:21

O preço do petróleo registrou baixa na pré-abertura em Nova York nesta sexta-feira e voltou a ficar abaixo dos US$ 51, antes da reunião do G7 (grupo dos sete países mais industrializados) na qual se discutirá o impacto econômico dos altos preços da energia.

Às 7h36 (em Brasília), o barril para entrega em maio estava cotado a US$ 50,51, baixa de 1,21% na pré-abertura das negociações em Nova York. Em Londres, o barril do petróleo Brent estava em baixa de 0,56%, cotado a US$ 51,73 às 8h13 (em Brasília).

O presidente americano, George W. Bush, disse ontem em um evento em Washington, que a razão dos preços do petróleo estarem tão altos é o crescimento "louco" da economia da China.

"Minha visão da China é que se trata de um país que está crescendo como louca. E esta é uma das razões porque os americanos estão vendo a gasolina subir a US$ 2. A demanda por energia na China é imensa e o fornecimento no mundo não acompanhou o aumento da demanda", disse Bush, segundo o site da Casa Branca.

O presidente disse que é preciso continuar investindo na pesquisa e desenvolvimento de combustíveis como etanol e biodiesel. "Temos que continuar a explorar formas para garantir que podemos continuar a usar carvão de formas ambientalmente corretas. Temos que continuar a explorar gás natural em nosso próprio hemisfério de formas ambientalmente corretas", disse Bush.

Ele afirmou ainda que, a US$ 55 por barril, as empresas não precisam de incentivos para continuar explorando. "Já há incentivos suficientes. O que precisamos é de uma estratégia que ajude nosso país a se tornar, com o tempo, menos dependente." O governo chinês não se pronunciou sobre os comentários de Bush. A China é hoje o segundo maior consumidor de petróleo, depois dos EUA. O crescimento tão acelerado do consumo de petróleo nos dois países sem que a produção mundial possa fazer frente a tal crescimento tem preocupado os analistas devido à vulnerabilidade a que a economia mundial fica exposta em caso de eventuais interrupções no fornecimento.

O Japão também se preocupa com os efeitos dos altos preços do petróleo em sua economia, que segue em ritmo incerto. O ministro da Economia japonês, Heizo Takenaka, disse que o governo monitora de perto os preços da commodity.

O ministro das Finanças do país, Sadakazu Tanigaki, disse que os preços do petróleo estão no topo da pauta de assuntos a serem tratados na reunião do G7. "O grupo irá discutir qual o nível apropriado do fornecimento global de petróleo e também o que os países importadores do produto deveriam fazer em suas atividades econômicas diárias."