Os alemães e o biodiesel
O biodiesel desenvolvido através dos técnicos da USP de Ribeirão Preto, e que mistura álcool, óleo vegetal e catalisador ao óleo diesel, já é assediado no exterior antes mesmo de ser devidamente regulamentado no próprio Brasil.
Por aqui, o Congresso Nacional, em análise do projeto que implanta o combustível alternativo, ainda discute se haverá ou não a obrigatoriedade de o biodiesel substituir gradativamente o diesel.
No Senado, tiraram o item de obrigatoriedade. A Câmara Federal retomou. Já se vê por aí que o tema ainda renderá muitas discussões até sair ‘da gaveta’.
O jornal econômico Valor trouxe, em sua edição de ontem, reportagem em que o embaixador alemão em Brasília, Prot von Kunow, anuncia o interesse de seu país pelo biodiesel brasileiro.
Os alemães já usam o combustível de forma contida. Mas ele é processado a partir de uma semente oleaginosa (a colza). Não há como obter escala.
O biodiesel brasileiro, conforme o diplomata, surge como energia renovável (já que é gerado a partir de óleo vegetal e álcool) por preços baixos. O embaixador lembra que o interesse por ora é retórico.
As negociações de exportação do biodiesel são atualmente impossibilitadas devido à baixa produção brasileira. Mas não deixa de constatar que o combustível alternativo veio para ficar. Falta acertar apenas aqui dentro do país.


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