O Japão, cuja antiga capital deu seu nome ao Protocolo de Kioto, quer que todas as nações - inclusive os Estados Unidos e principalmente a China - atendam à próxima convocação para combater o aquecimento global, disse a ministra do Meio Ambiente, Yuriko Koike. Representantes de 150 países estarão reunidos em Montreal, este mês para discutir a prorrogação do Protocolo de Kioto até depois de 2012, quando se encerrará sua primeira fase, mas as divergências são numerosas e as esperanças de progresso modestas.
O Japão, que encontra dificuldades para cumprir sua meta na redução dos gases geradores do efeito estufa, como o dióxido de carbono, há muito tempo afirma que o impacto do país sobre a Terra é insignificante em relação ao da China, o segundo maior produtor destes gases, depois dos Estados Unidos. As discussões deverão girar em torno de uma forma que permita atrair os países que não aderiram ao Protocolo, como os EUA, que o rejeitaram, e economias emergentes como China e Índia, que como nações em desenvolvimento não têm obrigação de reduzir as emissões, por enquanto.
"A mudança do clima não é algo que possa ser tratado unicamente pelo Japão ou unicamente pela Europa", disse à Reuters Koike, ministra do Meio Ambiente desde 2003. "É essencial para o mundo todo que as emissões sejam reduzidas". A China, cujas emissões de dióxido de enxofre foram as mais elevadas do mundo no ano passado, e que é separada do Japão por uma faixa de água relativamente estreita, é um motivo de preocupação, neste momento em que o mundo tenta preparar um novo acordo. "Se a China emitir quantidade maciças de dióxido de carbono à medida que for se desenvolvendo economicamente, haverá graves conseqüências para o meio ambiente de toda a região", ela disse. "Isto não afeta apenas o aquecimento global, mas também a atmosfera e a água".
Mas o Japão, que prometeu reduzir suas emissões em 6% em relação aos níveis de 1990, trava uma luta terrível pois suas próprias emissões na realidade aumentaram 8% desde então. Koike afirmou que o país fará o possível para cumprir suas metas, mas que enfrenta um grande desafio, particularmente em relação aos transportes e às habitações em geral, cujas emissões subiram perigosos 28,8% acima dos níveis de 1990.
"Quanto mais confortável uma casa se torna, mais emite dióxido de carbono", lembra a ministra. "Precisamos mudar o modo de pensar das pessoas para que isto não venha a acontecer". Segundo ela, um método eficiente pode ser a campanha do "Warm Biz" para este inverno no hemisfério norte, sucessora do "Cool Biz" do verão passado, que estimulou os funcionários de escritórios a se vestirem de modo mais informal no lugar de trabalho, o que contribuiu para reduzir o emprego de energia permitindo que os termostatos fossem regulados de acordo. O governo está pedindo aos escritórios que fixem os termostatos em 20º Celsius durante todo o inverno, cerca de 4ºC abaixo do costume.
Koike disse que 90% das pessoas tiveram conhecimento da campanha "Cool Biz" e que mais de 40% das empresas participaram dela, e espera resultados semelhantes no inverno.
O Japão, que encontra dificuldades para cumprir sua meta na redução dos gases geradores do efeito estufa, como o dióxido de carbono, há muito tempo afirma que o impacto do país sobre a Terra é insignificante em relação ao da China, o segundo maior produtor destes gases, depois dos Estados Unidos. As discussões deverão girar em torno de uma forma que permita atrair os países que não aderiram ao Protocolo, como os EUA, que o rejeitaram, e economias emergentes como China e Índia, que como nações em desenvolvimento não têm obrigação de reduzir as emissões, por enquanto.
"A mudança do clima não é algo que possa ser tratado unicamente pelo Japão ou unicamente pela Europa", disse à Reuters Koike, ministra do Meio Ambiente desde 2003. "É essencial para o mundo todo que as emissões sejam reduzidas". A China, cujas emissões de dióxido de enxofre foram as mais elevadas do mundo no ano passado, e que é separada do Japão por uma faixa de água relativamente estreita, é um motivo de preocupação, neste momento em que o mundo tenta preparar um novo acordo. "Se a China emitir quantidade maciças de dióxido de carbono à medida que for se desenvolvendo economicamente, haverá graves conseqüências para o meio ambiente de toda a região", ela disse. "Isto não afeta apenas o aquecimento global, mas também a atmosfera e a água".
Mas o Japão, que prometeu reduzir suas emissões em 6% em relação aos níveis de 1990, trava uma luta terrível pois suas próprias emissões na realidade aumentaram 8% desde então. Koike afirmou que o país fará o possível para cumprir suas metas, mas que enfrenta um grande desafio, particularmente em relação aos transportes e às habitações em geral, cujas emissões subiram perigosos 28,8% acima dos níveis de 1990.
"Quanto mais confortável uma casa se torna, mais emite dióxido de carbono", lembra a ministra. "Precisamos mudar o modo de pensar das pessoas para que isto não venha a acontecer". Segundo ela, um método eficiente pode ser a campanha do "Warm Biz" para este inverno no hemisfério norte, sucessora do "Cool Biz" do verão passado, que estimulou os funcionários de escritórios a se vestirem de modo mais informal no lugar de trabalho, o que contribuiu para reduzir o emprego de energia permitindo que os termostatos fossem regulados de acordo. O governo está pedindo aos escritórios que fixem os termostatos em 20º Celsius durante todo o inverno, cerca de 4ºC abaixo do costume.
Koike disse que 90% das pessoas tiveram conhecimento da campanha "Cool Biz" e que mais de 40% das empresas participaram dela, e espera resultados semelhantes no inverno.