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Indústria de óleos vegetais e biodiesel investirá R$ 40,5 milhões na Bahia

A Orbitrade Indústria e Comércio de Oleaginosas Ltda. assina amanhã (7), às 16h, protocolo de intenções com o Governo da Bahia para instalação de unidades voltadas para óleos vegetais e biodiesel no valor total de R$ 40,5 milhões. O acordo será assinado na Governadoria pelo governador Paulo Souto, pelo presidente da Orbitrade, Luís Cláudio Ferreira, e secretários das pastas envolvidas com a implementação do projeto, que contempla o apoio técnico à agricultura familiar (plantadores de mamona).
Jornal da Mídia e Agecom 6 min de leitura

A Orbitrade Indústria e Comércio de Oleaginosas Ltda. assina amanhã (7), às 16h, protocolo de intenções com o Governo da Bahia para instalação de unidades voltadas para óleos vegetais e biodiesel no valor total de R$ 40,5 milhões. O acordo será assinado na Governadoria pelo governador Paulo Souto, pelo presidente da Orbitrade, Luís Cláudio Ferreira, e secretários das pastas envolvidas com a implementação do projeto, que contempla o apoio técnico à agricultura familiar (plantadores de mamona).

Do total de recursos estimados para o projeto, R$ 17 milhões serão aplicados na indústria extratora de óleo de mamona e R$ 4,5 milhões na unidade piloto de produção de biodiesel, ambas previstas para o município de Ourolândia. Mais R$ 19 milhões serão investidos na indústria de produção de biodiesel, a ser instalada em Feira de Santana, com expectativa de faturamento de R$ 54 milhões anuais, através da produção de 45 mil toneladas de óleo e 45 mil toneladas de torta e outros subprodutos.

Os projetos resultantes da assinatura do protocolo devem gerar 250 empregos diretos e 750 indiretos, na unidade extratora e planta piloto de Ourolândia. Já a unidade industrial de Feira de Santana deverá criar 400 postos diretos de trabalho e outros 1,2 mil indiretos.

Também serão signatários do protocolo o vice-governador e secretário da Infra-Estrutura, Eraldo Tinoco, os secretários da Agricultura, Pedro Barbosa, de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, Clodoveo Piazza, da Fazenda, Albérico de Mascarenhas, da Indústria e Comércio, Luiz Garrido, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Raphael Lucchesi.

Estado firma o terceiro protocolo para desenvolvimento do biodiesel na Bahia


O Governo do Estado firmou dia 7 o terceiro protocolo de intenções para a produção de biodiesel, consolidando a Bahia como um dos estados brasileiros com maior potencial para ingressar no mercado internacional de energia renovável. O novo investimento previsto, de R$ 40,5 milhões, vem do Orbitrade. O grupo paulista pretende implantar, no próximo ano, unidades de extração de mamona e produção de óleo, visando o biodiesel, nos municípios de Feira de Santana e Ourolândia, na região do semi-árido. A empresa carioca Brasil Biodiesel e a francesa Dagris também já desenvolvem projetos no estado, além da Petrobras.

“É uma atividade que é muito importante sob dois importantes aspectos: econômico, porque somos grandes produtores de mamona, e social, na medida em que se trata da produção a partir de um artigo que tem uma tradição de cultivo agrícola pelos pequenos produtores do sertão baiano”, declarou o governador Paulo Souto. Ele espera agora que o governo federal cumpra as metas do Programa Nacional de Biodiesel, “para que o estado tenha todas as condições de ser muito competitivo, até porque não tem ninguém mais qualificado para isso”.

Tanto a Orbitrade quanto a Brasil Biodiesel vão produzir a partir da mamona do semi-árido. No caso da Dagris, o projeto prevê a produção de biodiesel a partir do caroço de algodão, produzido no oeste. Do ponto de vista das empresas, os investimentos são considerados de risco mínimo: além do empenho do governo estadual, a localização estratégica do estado e a posição favorável na produção nacional (primeiro lugar no cultivo de mamona, respondendo por 90% do total, e segundo lugar na produção de algodão, ficando atrás apenas de Goiás) são alguns dos fatores competitivos.

Segundo o diretor da Orbitrade, Luís Cláudio Santos, os estudos de viabilidade econômica realizados pelo grupo confirmam o potencial do estado para o biodiesel. “Além dos aspectos competitivos do estado, encontramos ainda aqui uma condução bastante profissional e um comprometimento do governo local”, declarou. “O biodiesel é uma realidade mundial e é importante que o Brasil, que está engatinhando nessa área, comece logo a aproveitar suas potencialidades”, completou.
O secretário da Agricultura, Pedro Barbosa, está otimista. Ele lembrou que no estado, além da mamona e do algodão, a palma (de onde é extraído o dendê) e o girassol são outras opções para o biodiesel. Na Alemanha e na França, por exemplo, que são os países mais avançados nesse setor, a produção só conta praticamente com a opção da semente da canola. “Fizemos uma pesquisa para testar a produtividade do girassol produzido no oeste baiano e saímos de níveis de dois mil quilos por hectare para 6 mil quilos por hectare, o que nos leva a também apostar muito no potencial do girassol”, disse, empolgado.

O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, José Luís Pérez Garrido, cobrou mais engajamento do governo federal, através do Programa de Nacional de Biodiesel, do Ministério de Minas e Energia. “Falta definir mais formas de estímulo para que se possa deslanchar a estrutura operacional do mercado”, disse. O anúncio de leilões para a compra compulsória do biodiesel pela União é uma das medidas que foram reivindicadas pelo setor.

Também participaram do evento os secretários da Fazenda, Albérico Mascarenhas; e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Lucchesi, além dos prefeitos José Ronaldo (Feira de Santana) e Antônio Araújo (Ourolândia), entre outras autoridades.

Orbitrade


O investimento de R$ 40,5 milhões da Orbitrade prevê a implantação de uma indústria extratora de óleo de mamona (R$ 17 milhões) e uma unidade piloto de produção de biodiesel (R$ 4,5 milhões) em Ourolândia. A previsão é que no município sejam gerados 250 empregos diretos e 750 indiretos, aquecendo a economia de toda a região de Irecê, que é predominantemente rural. “Para nosso município, será uma verdadeira transformação, consolidando uma tecnologia de ponta a partir do sertão”, disse Antônio Araújo.

Em Feira de Santana, o investimento será de R$ 19 milhões na implantação da indústria de produção de biodiesel, que inicialmente vai produzir e comercializar o óleo de mamona. O projeto prevê geração de 400 empregos diretos e 1,2 mil indiretos. O faturamento estimado da empresa é de R$ 54 milhões por ano.
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