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Inclusão social

Preteridos pelo agronegócio por pressão do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, representantes de trabalhadores rurais reuniram-se, no último sábado, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, para lembrar o compromisso feito pelo governo de priorizar a agricultura familiar no Programa Nacional de Biodiesel como instrumento de inclusão social no campo.
Boletim da AEPET - 19/02 2 min de leitura
Preteridos pelo agronegócio por pressão do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, representantes de trabalhadores rurais reuniram-se, no último sábado, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, para lembrar o compromisso feito pelo governo de priorizar a agricultura familiar no Programa Nacional de Biodiesel como instrumento de inclusão social no campo.

Eles reivindicam a definição de uma aliança técnica e política que assegure a participação dos movimentos sociais e das organizações de trabalhadores rurais em todos os níveis da cadeia de produção de biodiesel. A definição de um plano de trabalho, o controle dos contratos firmados entre empresas e trabalhadores e a criação de plantas pilotos que capacitem os trabalhadores.

O relator da Medida Provisória 214/04, deputado Betinho Rosado (PFL-RN), teria cedido a pressões da bancada ruralista e modificado o texto que garantia vantagens aos pequenos agricultores frente aos grandes produtores. "Precisamos ir além da produção de matéria-prima para agregar valor ao produto. Agora, precisamos criar as condições para garantir o funcionamento de unidades cooperativas que, pelo menos, esmaguem os grãos, se não for possível fazer o refino", disse Pedro Cristofolli, técnico da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab).

Segundo o coordenador da comissão nacional do meio ambiente da CUT, Temístocles Marcelos, a implementação de planos pilotos que possam capacitar as cooperativas de trabalhadores é fundamental para garantir que os pequenos agricultores sejam capazes de entregar o biodiesel já pronto para empresas como a Petrobrás.

"É importante ressaltar que este é o caminho para colocar o biodiesel na matriz energética brasileira. Como produto co-gerado, como é o caso nos atuais pilotos das empresas, ele não tem essa inserção", afirmou.
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