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Firmas de biodiesel investem R$ 75 milhões em novas unidades

Com 65 milhões de litros de biodiesel já vendidos à Petrobras e à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), três empresas do setor planejam investimentos de até R$ 75 milhões para aumentar a produção. Assim, elas atenderão à demanda do produto, que deverá ser crescente no próximo ano.
Jornal Diário do Comércio e Indústria. 3 min de leitura
Com 65 milhões de litros de biodiesel já vendidos à Petrobras e à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), três empresas do setor planejam investimentos de até R$ 75 milhões para aumentar a produção. Assim, elas atenderão à demanda do produto, que deverá ser crescente no próximo ano.

A primeira venda do produto aconteceu no final de novembro, em leilão realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), e criou a “ponta compradora” do biodiesel. “Essa primeira comercialização dará impulso à criação de linhas de crédito e expansão da capacidade produtiva do país”. A produção da empresa para 2006 é estimada em 15 milhões de litros.

Para o diretor comercial da Brasil Ecodiesel, André Luís Girdwood, o leilão mostra que os investimentos feitos até o momento terão retorno. “Fica claro que o governo vai trabalhar para que esse projeto dê certo. Além disso, o contrato firmado com uma empresa do porte da Petrobras, ampliará o volume de financiamento oferecido pelos bancos, uma vez que as empresas terão garantias de venda”, sustenta o diretor.

A Brasil Ecodiesel comercializou 38 milhões de litros durante o leilão. Além da planta já instalada em Floriano, no Piauí, a empresa pretende construir duas ou três novas plantas em 2006. Cada uma deverá receber investimentos médios de R$ 15 milhões.

A goiana Granol, empresa que comercializou 18,3 milhões de litros de biodiesel durante o leilão, já se prepara para novas demandas. “No próximo ano, nossa capacidade de produção é estimada em 30 milhões de litros. O excedente será destinado a novos leilões ou compradores. Além disso, temos planos de investir em outras duas novas plantas em 2006”, afirma o gerente da unidade Oswaldo Cruz da Granol, Nivaldo Tomazella. Segundo ele, cada unidade deverá custar entre 4 e 5 milhões de euros.

Vale lembrar que a Petrobras adquiriu 93,3% dos 70 milhões de litros comercializados nesse primeiro leilão. Os outros 6,7% foram comprados pela refinaria Alberto Pasqualini (Refap), empresa com participação acionária da Petrobras. “Acredito que esse primeiro leilão deixa claro a estratégia de governo para que o programa decole. Quando se pensa em combustível, imediatamente lembramos da Petrobras, pois ela possui estrutura para distribuir e criar um mercado final para o biodiesel”, avalia o executivo da Granol.

Girdwood, da Brasil Ecodiesel, também vislumbra uma estratégia governamental e empresarial para o produto. “Como a adição de 2% de biodiesel se tornará obrigatória em 2008, essa é uma forma de antecipar a preparação e a adaptação com a proximidade desse novo mercado”.
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