BiodieselBR
Publicidade

Especialistas debatem ampliação de investimentos para reduzir poluição

Empresários, ambientalistas, representantes de universidades e de instituições pública ligadas ao Ministério do Meio Ambiente participaram na última sexta (28), em Boa Viagem, do Primeiro Seminário sobre Possibilidades de Investimentos para estimular os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo.
Agência Brasil - Márcia Wonghon 2 min de leitura
Empresários, ambientalistas, representantes de universidades e de instituições pública ligadas ao Ministério do Meio Ambiente participaram na última sexta (28), em Boa Viagem, do Primeiro Seminário sobre Possibilidades de Investimentos para estimular os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo.

De acordo com o vice-presidente da instituição, Antônio Mário Pinto, a idéia é buscar alternativas para dar cumprimento ao protocolo de Kyoto, acordo internacional, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), assinado no Japão em 1997, em que 59 países, incluindo o Brasil se comprometeram a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, que provocam aquecimento global.

Ele disse que o desequilíbrio ambiental vem resultando em catástrofes pelo mundo, a exemplo de maremotos, furacões, terremotos, enchentes e secas. Sandra Catchpole, do departamento jurídico da Câmara Brasil Portugal, disse que entre os temas da programação está a criação de uma força tarefa, que será responsável pela elaboração de um manual com informações para empresários sobre programas de produção industrial sem poluir o meio ambiente. "Percebemos que falta no Brasil um documento, sobretudo para orientar os empresários estrangeiros que querem investir no país, sobre protocolo de Kyoto, mecanismo de desenvolvimento limpo e mercado de crédito gerado por projetos de redução de emissões poluentes", afirmou.

O presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos, Tito Lívio Barros e Souza, afirmou que, em Pernambuco, os principais setores responsáveis pela poluição atmosférica são o pólo gesseiro do Araripe, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, o tráfego de veículos e as queimadas do solo, usado no plantio de cana de açúcar.

O químico Frederico Dantas, especialista em tecnologia ambiental, apresentou no evento um estudo mostrando que, somente as usinas produtoras de álcool e açúcar em Pernambuco, são responsáveis pela emissão de 37 milhões de toneladas de dióxido de carbono, na atmosfera, em cada safra.

O encontro será encerrado com palestra do pesquisador da Universidade de Pernambuco, Sérgio Peres, sobre o aproveitamento energético dos resíduos da cadeia produtiva do biodiesel de mamona, para geração de energia térmica e elétrica.

O evento é promovido pela Câmara Brasil Portugal de Pernambuco, fundada em 1995, com a finalidade de incentivar o intercâmbio das relações comerciais, tecnológicas e culturais entre os dois países.
Compartilhar: