A capacidade de esmagamento de soja da Argentina deve superar a do Brasil já no próximo ano. Com os investimentos que estão sendo feitos, o país vizinho irá processar cerca de 130 mil toneladas de soja por dia em 2006, igualando a atual capacidade do Brasil. "Com a desvantagem de que enquanto na Argentina as indústrias estão investindo em aumento da capacidade instalada, aqui estamos fechando pequenas unidades", diz Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
As indústrias estariam migrando para o outro lado da fronteira em razão da pesada carga tributária brasileira. No Brasil, as esmagadoras estão isentas na exportação direta do grão, mas nas exportações de óleo e farelo pagam ICMS interestadual de 12% (caso comprem a soja em um estado e o esmaguem em outro). "Fica mais barato exportar o grão. Por isso, a indústria não tem como competir", diz.
Na Argentina ocorre exatamente o oposto: a exportação do grão é taxada, enquanto a do óleo e farelo paga menos impostos. "Vamos chegar ao ponto em que nós iremos exportar grão para a Argentina esmagar", afirma Lovatelli.
A capacidade de esmagamento da Argentina irá superar a do Brasil no próximo ano, embora o primeiro produza menos que o segundo. A Argentina deve colher 40,5 milhões de toneladas na safra 2005/06, enquanto o Brasil deve produzir 57,1 milhões de toneladas.
Enquanto o País aumentou sua participação na produção mundial de soja de 22% para 31% entre 1996 e 2006, a indústria nacional reduziu sua representatividade no esmagamento mundial de 24% para 20% no mesmo período. Na exportação de grãos, o Brasil aumentou sua participação de 12% para 36%, enquanto no óleo diminuiu sua fatia de 44% para 33% e no farelo, de 47% para 36%. "Nos últimos anos produzimos mais soja e esmagamos menos".
Lovatelli também defendeu uma política de incentivos para a produção de biodiesel de soja, única oleaginosa que, em função da grande disponibilidade, tende a ser, em sua opinião, a matéria-prima mais utilizada na fabricação do combustível limpo.
As indústrias estariam migrando para o outro lado da fronteira em razão da pesada carga tributária brasileira. No Brasil, as esmagadoras estão isentas na exportação direta do grão, mas nas exportações de óleo e farelo pagam ICMS interestadual de 12% (caso comprem a soja em um estado e o esmaguem em outro). "Fica mais barato exportar o grão. Por isso, a indústria não tem como competir", diz.
Na Argentina ocorre exatamente o oposto: a exportação do grão é taxada, enquanto a do óleo e farelo paga menos impostos. "Vamos chegar ao ponto em que nós iremos exportar grão para a Argentina esmagar", afirma Lovatelli.
A capacidade de esmagamento da Argentina irá superar a do Brasil no próximo ano, embora o primeiro produza menos que o segundo. A Argentina deve colher 40,5 milhões de toneladas na safra 2005/06, enquanto o Brasil deve produzir 57,1 milhões de toneladas.
Enquanto o País aumentou sua participação na produção mundial de soja de 22% para 31% entre 1996 e 2006, a indústria nacional reduziu sua representatividade no esmagamento mundial de 24% para 20% no mesmo período. Na exportação de grãos, o Brasil aumentou sua participação de 12% para 36%, enquanto no óleo diminuiu sua fatia de 44% para 33% e no farelo, de 47% para 36%. "Nos últimos anos produzimos mais soja e esmagamos menos".
Lovatelli também defendeu uma política de incentivos para a produção de biodiesel de soja, única oleaginosa que, em função da grande disponibilidade, tende a ser, em sua opinião, a matéria-prima mais utilizada na fabricação do combustível limpo.