Álcool: Senado argentino aprova lei que exige mistura na gasolina
O Senado da Argentina aprovou na noite de ontem, por unanimidade, um projeto de lei que exige mistura de 5% de álcool e óleos vegetais (ou biodiesel) na gasolina e no diesel, respectivamente. O projeto ainda tem que ser aprovado pela Câmara dos Deputados.
A lei deve incentivar a produção de combustíveis renováveis no país. "Esta lei teve grande apoio e temos muitas razões para acreditar que será aprovada pela Câmara, embora isso possa levar meses", disse Alberto Barilari, porta-voz do autor do projeto, senador Luis Falco, da província de Entre Rios.
A Câmara não deve estudar o projeto até março, quando voltará do recesso de verão. Mas Barilari disse que o texto teve tanto apoio no Senado que não deverá ser modificado. A proposta também é apoiada pelo presidente Nestor Kirchner.
Se aprovada definitivamente, a lei exigirá a mistura em um prazo de cinco anos. "Isso levará à criação de mais fábricas de biocombustíveis. As companhias de petróleo começarão a investir. E certamente a demanda por milho e outros produtos agrícolas vai aumentar", prevê Barilari.
O setor agrícola da Argentina tem dado apoio parcial ao projeto porque deve aumentar a demanda por vários produtos que são destinados em grande parte à exportação.
O álcool, que é usado para oxigenar a gasolina no Brasil e nos Estados Unidos, é produzido a partir do milho e da cana-de-açúcar. Já o biodiesel deriva em grande parte da semente de girassol e da soja. A Argentina é o terceiro maior exportador de soja do mundo e o segundo maior de milho.


.gif)

