Na Alemanha os postos de gasolina quase não estão vendendo biodiesel e dúzias de
empresas encerraram a produção. O fim ameaça principalmente os pequenos produtores.
A associação alemã avisa: "Os urubus já estão rondando".
A falência ameaça centenas de produtores alemães de biodiesel após um aumento nos impostos no começo de 2008. A venda direta do combustível verde caiu, disseram representantes de ambas as associações de biodiesel, VDB e BBK, em conversa com WELT ONLINE. Os postos de gasolina quase não estão vendendo biodiesel. Dúzias de empresas encerraram a produção. O presidente da associação alemã de biodiesel BBK, Peter Schrum, disse: "Principalmente as pequenas firmas estão morrendo".
Somente pela mistura obrigatória de 5 por cento de biodiesel nos combustíveis fósseis podem ser vendidas quantias consideráveis de óleo. Até agora foram vendidas diretamente através da rede de postos alemães cerca de um milhão de toneladas de biodiesel. Através da mistura, a venda de 1,5 milhão de tonelada é garantida por lei. Além disso, os produtores possuem uma capacidade de produção de 5 milhões de toneladas, segundo dados da associação de Biodiesel VDB.
Aqui há claramente uma consolidação. Um porta-voz da VDB disse: “Os urubus já estão rondando.” Um dos primeiros atingidos é Andreas Michelsen da firma Cordes & Stolgenburg de Schleswig. O pequeno empresário produzia 20 milhões de litros de biodiesel por ano. Seus clientes eram os empresários de transporte da região. Depois que o imposto sobre o biodiesel subiu de 6 para 15 centavos o litro no começo de janeiro, as vendas caíram. “A situação é dramática.” O empresário teve que despedir 17 funcionários. Os que sobraram tem pouco trabalho. “Nós encerramos a produção em dezembro” disse ele.
O diesel fóssil custa, segundo Michelsen, em média 1,26 Euro. O óleo de colza, a matéria-prima mais importante para o biocombustível, custa 1,31 Euro o litro. O biodiesel pronto custa 1,44 Euro. “Assim não dá mais", disse Michelsen. Empresários que abasteceriam com seu óleo agora vão abastecer na Dinamarca.
Similarmente dramática é a situação de Karl Wilhelm Ullrich. O empresário de Berlim teve que fechar sua primeira usina de biodiesel, com uma capacidade anual de 18 milhões de litros. A segunda usina, com uma capacidade de 35 milhões de litros está perto do fim. Não está dando para vender o óleo, mesmo a garantia de venda através da mistura com o óleo diesel não é uma alternativa para Ullrich. “Isso só ajuda os grandes empresários”.
De fato, os produtores de óleo listados na bolsa sofrem menos pressão do mercado de biodiesel em recessão. Uma porta-voz da Verbio AG disse que, após uma queda na produção no ano passado, a unidade de mistura da refinaria Schwedt, com uma capacidade de 400 milhões de litros, teve uma ociosidade de apenas 10%. Também Borkener Biodiesel-AG Petrotec aumentou sua produção no início do ano, após uma fase de produção menor. “Graças à mistura, nós podemos trabalhar com ganhos novamente”, disse um porta-voz da Petrotec. ABiopetrol AG encontrou outra saída dessa miséria alemã. Segundo informação do diretor Klaus Henschel, a empresa vende a produção quase total de 350 milhões de litros para o exterior.
Para o analista Philip Spitz da Murphy&Spitz Green Capital, apesar da crise não há motivo para pânico, com base no mercado seguro do óleo mineral. “Quem conseguir controlar seus custos tem boas chances de sair da consolidação atual como vencedor”. As perspectivas para os produtores de biodiesel sobreviventes são boas na realidade. Segundo o governo federal, até 2020 quase 20 por cento do óleo alemão será produzido de colza. As vendas ficariam então por volta de 10 milhões de toneladas. Quase o dobro do que é produzido hoje.
Por David Schraven
Welt Online
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com
A falência ameaça centenas de produtores alemães de biodiesel após um aumento nos impostos no começo de 2008. A venda direta do combustível verde caiu, disseram representantes de ambas as associações de biodiesel, VDB e BBK, em conversa com WELT ONLINE. Os postos de gasolina quase não estão vendendo biodiesel. Dúzias de empresas encerraram a produção. O presidente da associação alemã de biodiesel BBK, Peter Schrum, disse: "Principalmente as pequenas firmas estão morrendo".
Somente pela mistura obrigatória de 5 por cento de biodiesel nos combustíveis fósseis podem ser vendidas quantias consideráveis de óleo. Até agora foram vendidas diretamente através da rede de postos alemães cerca de um milhão de toneladas de biodiesel. Através da mistura, a venda de 1,5 milhão de tonelada é garantida por lei. Além disso, os produtores possuem uma capacidade de produção de 5 milhões de toneladas, segundo dados da associação de Biodiesel VDB.
Aqui há claramente uma consolidação. Um porta-voz da VDB disse: “Os urubus já estão rondando.” Um dos primeiros atingidos é Andreas Michelsen da firma Cordes & Stolgenburg de Schleswig. O pequeno empresário produzia 20 milhões de litros de biodiesel por ano. Seus clientes eram os empresários de transporte da região. Depois que o imposto sobre o biodiesel subiu de 6 para 15 centavos o litro no começo de janeiro, as vendas caíram. “A situação é dramática.” O empresário teve que despedir 17 funcionários. Os que sobraram tem pouco trabalho. “Nós encerramos a produção em dezembro” disse ele.
O diesel fóssil custa, segundo Michelsen, em média 1,26 Euro. O óleo de colza, a matéria-prima mais importante para o biocombustível, custa 1,31 Euro o litro. O biodiesel pronto custa 1,44 Euro. “Assim não dá mais", disse Michelsen. Empresários que abasteceriam com seu óleo agora vão abastecer na Dinamarca.
Similarmente dramática é a situação de Karl Wilhelm Ullrich. O empresário de Berlim teve que fechar sua primeira usina de biodiesel, com uma capacidade anual de 18 milhões de litros. A segunda usina, com uma capacidade de 35 milhões de litros está perto do fim. Não está dando para vender o óleo, mesmo a garantia de venda através da mistura com o óleo diesel não é uma alternativa para Ullrich. “Isso só ajuda os grandes empresários”.
De fato, os produtores de óleo listados na bolsa sofrem menos pressão do mercado de biodiesel em recessão. Uma porta-voz da Verbio AG disse que, após uma queda na produção no ano passado, a unidade de mistura da refinaria Schwedt, com uma capacidade de 400 milhões de litros, teve uma ociosidade de apenas 10%. Também Borkener Biodiesel-AG Petrotec aumentou sua produção no início do ano, após uma fase de produção menor. “Graças à mistura, nós podemos trabalhar com ganhos novamente”, disse um porta-voz da Petrotec. ABiopetrol AG encontrou outra saída dessa miséria alemã. Segundo informação do diretor Klaus Henschel, a empresa vende a produção quase total de 350 milhões de litros para o exterior.
Para o analista Philip Spitz da Murphy&Spitz Green Capital, apesar da crise não há motivo para pânico, com base no mercado seguro do óleo mineral. “Quem conseguir controlar seus custos tem boas chances de sair da consolidação atual como vencedor”. As perspectivas para os produtores de biodiesel sobreviventes são boas na realidade. Segundo o governo federal, até 2020 quase 20 por cento do óleo alemão será produzido de colza. As vendas ficariam então por volta de 10 milhões de toneladas. Quase o dobro do que é produzido hoje.
Por David Schraven
Welt Online
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com