A ALE, distribuidora mineira de combustíveis, está investindo cerca de R$ 6 milhões para colocar biodiesel, em mistura com o diesel tradicional, nas bombas de 250 dos 450 postos da rede. "O interesse de consumo pelo produto é maior do que imaginávamos", diz o presidente da empresa, Cláudio Zattar. "Estamos nos antecipando porque queremos conquistar esse mercado."
A meta da ALE é chegar aos 250 postos até o fim de junho. Só a partir de 2008, a venda da mistura batizada de B2, com 2% de biodiesel adicionado ao óleo convencional, será obrigatória nos postos do país.
Em março do ano passado, a ALE foi a primeira distribuidora a vender diesel com biodiesel, em um posto de Belo Horizonte. Em dezembro, 72 pontos já estavam aptos a comercializar a mistura. Segundo Zattar, o aumento da venda de diesel verificado nos postos que estão trabalhando com B2 foi de 15% ao mês. "Muitos clientes, sabendo que a ALE tem biodiesel, escolhem abastecer em postos da rede." Para ele, o combustível poderá ser uma das ferramentas de fidelização dos clientes da bandeira.
Embora o custo do biodiesel para a distribuidora seja ligeiramente mais alto - menos de um centavo por litro -, o preço na bomba para o consumidor é o mesmo. O que encarece o biodiesel, de acordo com Zattar, é a logística da usina de produção até as bases de distribuição.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) já deu autorização para o funcionamento de oito unidades de produção no país, mas apenas quatro estão em operação. A ALE só tem postos na regiões Sudeste e Centro-Oeste e compra biodiesel produzido a partir de palma, pela Agropalma, de Belém (PA).
O combustível é misturado ao óleo diesel convencional nas bases da distribuidora, que ficam em Minas, São Paulo e Goiás. Para atender 250 postos, a empresa precisou investir em modificações no sistema de estocagem, o que incluiu aquisição de dosadores e misturadores.
Além de conquistar consumidores conscientes, comprometidos com as boas práticas ambientais, a distribuidora mineira está de olho também em projetos para uso do combustível no transporte público. A BHTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo na capital mineira, tem estudos para tornar obrigatório o uso do combustível alternativo. No Rio e em São Pauto também há análises no mesmo sentido.
De acordo com Zattar, a ALE poderá, futuramente, investir na produção de biodiesel. E já encomendou estudos sobre a possibilidade de produção no norte de Minas ou no interior de São Paulo. Os primeiros resultados, no entanto, foram desanimadores.
Para produzir a partir da palma, que é matéria-prima de melhor rentabilidade do que vegetais como mamona e girassol, seria preciso cultivar a planta no Nordeste, onde ocorrem as condições climáticas adequadas, o que encareceria o processo. "O governo vai precisar intervir para estimular a produção do biodiesel se quiser realmente atrair investidores", afirma. "Falta incentivo para a produção deslanchar."
Sexta maior rede de distribuição do país, a ALE fechou 2005 com um faturamento de R$ 2,5 bilhões. A rede vendeu durante o ano 1,37 bilhão de litros, apenas 50 milhões de litros a mais que o volume de 1,32 bilhão de litros registrado em 2004. Para 2006, a meta é atingir vendas de 1,62 bilhão de litros e uma receita de R$ 3,1 bilhão. Além do aumento esperado na comercialização de diesel, a empresa espera ampliar as vendas de álcool.
De acordo com Zattar, medidas recentes adotadas pelos governos estaduais, como recadastramento das distribuidoras, estão contribuindo para tirar do mercado os sonegadores, que vendem álcool "molhado" (com adição de água).
Em Minas, a ALE espera contar ainda com uma redução da alíquota de ICMS de 25% para 17%, que poderá ser aprovada pelo governo estadual até o mês de março. O Estado ainda é o principal mercado da empresa.
A rede mineira também planeja expandir suas atividades pela região Nordeste, onde está começando a atuar vendendo para os chamados postos "bandeira branca", que não estão vinculados às redes de distribuição.
A meta da ALE é chegar aos 250 postos até o fim de junho. Só a partir de 2008, a venda da mistura batizada de B2, com 2% de biodiesel adicionado ao óleo convencional, será obrigatória nos postos do país.
Em março do ano passado, a ALE foi a primeira distribuidora a vender diesel com biodiesel, em um posto de Belo Horizonte. Em dezembro, 72 pontos já estavam aptos a comercializar a mistura. Segundo Zattar, o aumento da venda de diesel verificado nos postos que estão trabalhando com B2 foi de 15% ao mês. "Muitos clientes, sabendo que a ALE tem biodiesel, escolhem abastecer em postos da rede." Para ele, o combustível poderá ser uma das ferramentas de fidelização dos clientes da bandeira.
Embora o custo do biodiesel para a distribuidora seja ligeiramente mais alto - menos de um centavo por litro -, o preço na bomba para o consumidor é o mesmo. O que encarece o biodiesel, de acordo com Zattar, é a logística da usina de produção até as bases de distribuição.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) já deu autorização para o funcionamento de oito unidades de produção no país, mas apenas quatro estão em operação. A ALE só tem postos na regiões Sudeste e Centro-Oeste e compra biodiesel produzido a partir de palma, pela Agropalma, de Belém (PA).
O combustível é misturado ao óleo diesel convencional nas bases da distribuidora, que ficam em Minas, São Paulo e Goiás. Para atender 250 postos, a empresa precisou investir em modificações no sistema de estocagem, o que incluiu aquisição de dosadores e misturadores.
Além de conquistar consumidores conscientes, comprometidos com as boas práticas ambientais, a distribuidora mineira está de olho também em projetos para uso do combustível no transporte público. A BHTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo na capital mineira, tem estudos para tornar obrigatório o uso do combustível alternativo. No Rio e em São Pauto também há análises no mesmo sentido.
De acordo com Zattar, a ALE poderá, futuramente, investir na produção de biodiesel. E já encomendou estudos sobre a possibilidade de produção no norte de Minas ou no interior de São Paulo. Os primeiros resultados, no entanto, foram desanimadores.
Para produzir a partir da palma, que é matéria-prima de melhor rentabilidade do que vegetais como mamona e girassol, seria preciso cultivar a planta no Nordeste, onde ocorrem as condições climáticas adequadas, o que encareceria o processo. "O governo vai precisar intervir para estimular a produção do biodiesel se quiser realmente atrair investidores", afirma. "Falta incentivo para a produção deslanchar."
Sexta maior rede de distribuição do país, a ALE fechou 2005 com um faturamento de R$ 2,5 bilhões. A rede vendeu durante o ano 1,37 bilhão de litros, apenas 50 milhões de litros a mais que o volume de 1,32 bilhão de litros registrado em 2004. Para 2006, a meta é atingir vendas de 1,62 bilhão de litros e uma receita de R$ 3,1 bilhão. Além do aumento esperado na comercialização de diesel, a empresa espera ampliar as vendas de álcool.
De acordo com Zattar, medidas recentes adotadas pelos governos estaduais, como recadastramento das distribuidoras, estão contribuindo para tirar do mercado os sonegadores, que vendem álcool "molhado" (com adição de água).
Em Minas, a ALE espera contar ainda com uma redução da alíquota de ICMS de 25% para 17%, que poderá ser aprovada pelo governo estadual até o mês de março. O Estado ainda é o principal mercado da empresa.
A rede mineira também planeja expandir suas atividades pela região Nordeste, onde está começando a atuar vendendo para os chamados postos "bandeira branca", que não estão vinculados às redes de distribuição.