Embora tenha afastado, ao menos por enquanto, a possibilidade de um novo aumento dos combustíveis, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a auto-suficiência na produção de petróleo permitirá "separação" -ou descolamento- dos preços internos dos praticados no mercado internacional.
Indagado sobre quais mudanças serão sentidas pelo consumidor com a auto-suficiência do país, o executivo afirmou: "Isso [a auto-suficiência] significa que a economia brasileira ficará mais independente das flutuações do mercado internacional tanto em termos físicos de fornecimento quanto em termos de preços. Poderemos ter uma certa separação do preço brasileiro do preço internacional".
Na avaliação de Gabrielli, no entanto, as recentes quedas da cotação do petróleo não configuram um novo patamar -que justificaria teoricamente mudança nos preços domésticos.
O mercado, diz, se mantém ainda bastante volátil. Só quando se estabilizar e for detectado num novo nível de preço é que haverão alterações de preços, segundo ele. "O patamar só se define pela redução da volatilidade."
No segundo semestre, o petróleo tem se mantido na faixa dos US$ 60 o barril, oscilando nos últimos meses, mas sem se descolar desse nível. O último aumento foi feito em 10 de setembro, quando o preço da gasolina e do diesel subiu 10% nas refinarias da Petrobras. Naquela época, o barril também estava na faixa de US$ 60.
Pelas projeções da Petrobras, a produção de óleo chegará a 2,3 milhões de barris por dia em 2010, quando o consumo nacional ficará em 2 milhões de barris por dia.
Produção
Ontem, Gabrielli assinou contrato de afretamento da plataforma P-53, que produzirá 180 mil barris de óleo a partir do final de 2007. O investimento total será de US$ 950 milhões e ficará a cargo de uma SPE (Sociedade de Propósito Específica) controlada pelo banco ABN, que irá alugar o equipamento à Petrobras por 15 anos. A estatal terá, ao final do contrato, a opção de compra por um valor simbólico.
A plataforma irá para o campo de Marlin Leste, na bacia de Campos. Produzirá óleo pesado e iniciará sua operação em novembro de 2007. A unidade atingirá no primeiro semestre de 2008 a plena capacidade.
Em decorrência de contestações na Justiça, a Petrobras teve de desistir de contratar a plataforma por licitação. Lançada ao final de 2003, a concorrência foi constestada pela Marítima, que afirma ter sido alijada do processo.
O projeto será tocado por consórcio de três firmas brasileiras -Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa. As firmas farão a integração dos módulos ao casco, que está em construção em Singapura, num projeto de US$ 520 milhões.
De todo o projeto, 55% será realizado no país e com equipamentos nacionais. O percentual está abaixo da meta de nacionalização da companhia -de 65%-, já alcançada em outras contratações.
Indagado sobre quais mudanças serão sentidas pelo consumidor com a auto-suficiência do país, o executivo afirmou: "Isso [a auto-suficiência] significa que a economia brasileira ficará mais independente das flutuações do mercado internacional tanto em termos físicos de fornecimento quanto em termos de preços. Poderemos ter uma certa separação do preço brasileiro do preço internacional".
Na avaliação de Gabrielli, no entanto, as recentes quedas da cotação do petróleo não configuram um novo patamar -que justificaria teoricamente mudança nos preços domésticos.
O mercado, diz, se mantém ainda bastante volátil. Só quando se estabilizar e for detectado num novo nível de preço é que haverão alterações de preços, segundo ele. "O patamar só se define pela redução da volatilidade."
No segundo semestre, o petróleo tem se mantido na faixa dos US$ 60 o barril, oscilando nos últimos meses, mas sem se descolar desse nível. O último aumento foi feito em 10 de setembro, quando o preço da gasolina e do diesel subiu 10% nas refinarias da Petrobras. Naquela época, o barril também estava na faixa de US$ 60.
Pelas projeções da Petrobras, a produção de óleo chegará a 2,3 milhões de barris por dia em 2010, quando o consumo nacional ficará em 2 milhões de barris por dia.
Produção
Ontem, Gabrielli assinou contrato de afretamento da plataforma P-53, que produzirá 180 mil barris de óleo a partir do final de 2007. O investimento total será de US$ 950 milhões e ficará a cargo de uma SPE (Sociedade de Propósito Específica) controlada pelo banco ABN, que irá alugar o equipamento à Petrobras por 15 anos. A estatal terá, ao final do contrato, a opção de compra por um valor simbólico.
A plataforma irá para o campo de Marlin Leste, na bacia de Campos. Produzirá óleo pesado e iniciará sua operação em novembro de 2007. A unidade atingirá no primeiro semestre de 2008 a plena capacidade.
Em decorrência de contestações na Justiça, a Petrobras teve de desistir de contratar a plataforma por licitação. Lançada ao final de 2003, a concorrência foi constestada pela Marítima, que afirma ter sido alijada do processo.
O projeto será tocado por consórcio de três firmas brasileiras -Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa. As firmas farão a integração dos módulos ao casco, que está em construção em Singapura, num projeto de US$ 520 milhões.
De todo o projeto, 55% será realizado no país e com equipamentos nacionais. O percentual está abaixo da meta de nacionalização da companhia -de 65%-, já alcançada em outras contratações.