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Petrobras diz que não vai alterar política de preços após auto-suficiência

A Petrobras esclareceu que não pretende alterar sua política de preços no mercado interno após atingir a auto-suficiência na produção de petróleo - esperada para 2006. Em nota divulgada hoje, a estatal reitera que sua política de preços, instaurada em 2003, é a de " acompanhar no médio prazo os preços internacionais em função dos fundamentos de oferta e demanda, evitando-se trazer para o mercado interno eventual volatilidade causada por fenômenos climáticos, ameaças políticas ou outros eventos de natureza temporária e localizada " .
Valor Online 3 min de leitura
A Petrobras esclareceu que não pretende alterar sua política de preços no mercado interno após atingir a auto-suficiência na produção de petróleo - esperada para 2006. Em nota divulgada hoje, a estatal reitera que sua política de preços, instaurada em 2003, é a de " acompanhar no médio prazo os preços internacionais em função dos fundamentos de oferta e demanda, evitando-se trazer para o mercado interno eventual volatilidade causada por fenômenos climáticos, ameaças políticas ou outros eventos de natureza temporária e localizada " .

De qualquer forma, a nota confirma declarações dadas ontem pelo presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, de que a auto-suficiência permitiria que a economia brasileira ficasse " mais independente das situações do mercado internacional, tanto em termos físicos quanto de preços", pois eliminaria um ponto vulnerável para a balança comercial e as contas externas do país. " A Petrobras vem repassando e continuará a repassar os preços internacionais ao mercado interno no médio prazo, de acordo com a necessidade de manter sua lucratividade e capacidade de investimento para perpetuar a auto-suficiência, ambas também variáveis de médio prazo " , diz a nota.

No entanto, a estatal admite que poderá haver "uma certa separação do preço brasileiro do preço internacional à luz da flexibilidade operacional adquirida pela companhia " . Segundo a empresa, o fato de hoje em dia ela vender aproximadamente o mesmo volume que produz dá mais autonomia e abre espaço para se beneficiar de desalinhamentos entre as cotações dos diversos tipos de petróleo.

A Petrobras cita também outros fatores levados em conta para estabelecer os preços no mercado interno. Um deles é o padrão de consumo, atualmente influenciado pela crescente oferta de alternativa de combustíveis, como álcool, GNV e biodiesel. Outro fator, explica o comunicado, é que a " auto-suficiência exige uma inversão de ponto de vista de comparação de preços da paridade de importação para paridade de exportação, levando-se em conta diferenciais de qualidade " . Por fim, menciona que está investindo US$ 5,3 bilhões até 2010 para melhorar a qualidade dos produtos, com vistas a corresponder às especificações ambientais dos mercados americano e europeu - o que também interfere na comparação de preços com os produtos estrangeiros.
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