O biodiesel é, segundo definição legal, um biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustível de origem fóssil. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo inúmeras espécies vegetais que podem ser utilizadas, tais como soja, amendoim, caroço de algodão, dendê (palma), babaçu, mamona, nabo forrageiro, etc.
Por enquanto a mistura de biodiesel é facultativa mas, entre 2008 e 2012, a mistura de 2% do biodiesel no diesel passará a ser obrigatória, o que demandará, no nível consumo de diesel de hoje, uma quantidade de cerca de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano. A partir de 2013 a mistura crescerá para 5% o que gerará uma demanda de mais de 2,4 bilhões de litros por ano.
O biodiesel, oriundo de diversas fontes, já está exaustivamente testado e aqui mesmo no Brasil, já poderíamos ter parte da frota pesada movida desde 1978. Assim, a Alemanha já produz mais de 1 bilhão de litros por ano aproveitando até óleo de cozinha reciclado já utilizado em frituras. E olha que a produtividade das culturas na Europa, de um modo geral, é inferior à do Brasil, sem falar que podemos tirar mais de uma safra por ano.
Por que não se usa ainda o biodiesel em larga escala? Um dos problemas é o custo do óleo vegetal produzido. Olhe nas prateleiras do supermercado e compare o preço de 900 ml (0,9 litro) de óleo de girassol ou de canola, na faixa dos R$3,50 a R$ 5,00, com o preço de bomba do diesel. A favor da soja temos seu preço competitivo.
Agora imagine a situação: o produtor rural vai andar com sua caminhonete e vai utilizar seu próprio combustível. Segundo se lê por ai, ele pega, por exemplo, 40 quilos de girassol, coloca numa pequena prensa e dela extrai uma quantidade de 350 a 450 gramas de óleo por quilo. Coloca isso num galão e vai retirar a glicerina com a ajuda de etanol e um catalisador. Pronto, ai terá seu biocombustível. Seria mais ou menos a mesma coisa que manter um talhão de cana e outro de eucalipto, cortar a cana e produzir álcool num alambique a lenha para usar no seu automóvel de motor flexível. Seria melhor produzir uma boa cachaça e vender no mercado que ganharia mais. O mesmo acontece com o óleo de girassol acima: valeria mais no mercado de óleos vegetais, pela sua qualidade nutricional, para consumo humano. Ambos, cachaça e óleo de girassol, dariam mais renda.
Evidentemente o biodiesel apresenta vantagens na redução das emissões de poluentes produzidas pelos veículos. Adicionado ao diesel, pode reduzir a emissão de material particulado (fuligem) e de dióxido de carbono, dependendo da condição de operação e de carga do motor. O biodiesel, entretanto, amplia a emissão de dióxidos de nitrogênio, que também são gases poluentes que podem ser retidos por um catalisador.
Vê-se, então, que não existem empecilhos para o uso do biodiesel, puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. Mas dois fatos precisam ser considerados: O custo de produção e o preço da remuneração ao produtor. O custo de produção envolve alguns fatores fixos, tais como o custo de do uso do fator terra. Assim, é de se supor que produções exclusivamente destinadas ao biodiesel tenderão a se orientarem para regiões de terras mais baratas. A remuneração pela indústria será diretamente proporcional a quantidade de óleo extraída por tonelada do produto. Quem entrega soja na indústria, recebendo um preço vigente no mercado internacional, nem sabe o que será feita com ela: se exportada em grão, se transformada em óleo e torta, se vendida no mercado interno ou externo.
Embora hoje o óleo de soja, com sistemas de produção, logística e mercado já definidos, possua um preço competitivo o dendê (palma) produz ao redor de 6 mil litros por hectare mas... lá na Amazônia ou na Bahia. A regionalização, portanto, será determinante para o uso da matéria prima.
Mas o que importa é o seguinte: você já viu uma carreta tanque com 40 mil litros de biodiesel? E o ET de Varginha? Tem gente que viu: alguns uns vidrinhos com um líquido que dizem ser o biodiesel, outros juram de pé junto que viram o ET de Varginha. Para se usar um e se crer noutro é preciso algo mais, muito mais.
Por algum tempo ainda o biodiesel vai estimular a indústria de papel e celulose: muito papel ainda vai ser gasto com o assunto, publicando as mais diferentes opiniões ou estampando fotos de trator que diziam ser movido por biodiesel em exposição, mas com a finalidade de puro marketing e instituição de ensino e de seus cursos. Na prática, para o produtor rural e para o País, de bom, nada ainda.
Por enquanto a mistura de biodiesel é facultativa mas, entre 2008 e 2012, a mistura de 2% do biodiesel no diesel passará a ser obrigatória, o que demandará, no nível consumo de diesel de hoje, uma quantidade de cerca de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano. A partir de 2013 a mistura crescerá para 5% o que gerará uma demanda de mais de 2,4 bilhões de litros por ano.
O biodiesel, oriundo de diversas fontes, já está exaustivamente testado e aqui mesmo no Brasil, já poderíamos ter parte da frota pesada movida desde 1978. Assim, a Alemanha já produz mais de 1 bilhão de litros por ano aproveitando até óleo de cozinha reciclado já utilizado em frituras. E olha que a produtividade das culturas na Europa, de um modo geral, é inferior à do Brasil, sem falar que podemos tirar mais de uma safra por ano.
Por que não se usa ainda o biodiesel em larga escala? Um dos problemas é o custo do óleo vegetal produzido. Olhe nas prateleiras do supermercado e compare o preço de 900 ml (0,9 litro) de óleo de girassol ou de canola, na faixa dos R$3,50 a R$ 5,00, com o preço de bomba do diesel. A favor da soja temos seu preço competitivo.
Agora imagine a situação: o produtor rural vai andar com sua caminhonete e vai utilizar seu próprio combustível. Segundo se lê por ai, ele pega, por exemplo, 40 quilos de girassol, coloca numa pequena prensa e dela extrai uma quantidade de 350 a 450 gramas de óleo por quilo. Coloca isso num galão e vai retirar a glicerina com a ajuda de etanol e um catalisador. Pronto, ai terá seu biocombustível. Seria mais ou menos a mesma coisa que manter um talhão de cana e outro de eucalipto, cortar a cana e produzir álcool num alambique a lenha para usar no seu automóvel de motor flexível. Seria melhor produzir uma boa cachaça e vender no mercado que ganharia mais. O mesmo acontece com o óleo de girassol acima: valeria mais no mercado de óleos vegetais, pela sua qualidade nutricional, para consumo humano. Ambos, cachaça e óleo de girassol, dariam mais renda.
Evidentemente o biodiesel apresenta vantagens na redução das emissões de poluentes produzidas pelos veículos. Adicionado ao diesel, pode reduzir a emissão de material particulado (fuligem) e de dióxido de carbono, dependendo da condição de operação e de carga do motor. O biodiesel, entretanto, amplia a emissão de dióxidos de nitrogênio, que também são gases poluentes que podem ser retidos por um catalisador.
Vê-se, então, que não existem empecilhos para o uso do biodiesel, puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. Mas dois fatos precisam ser considerados: O custo de produção e o preço da remuneração ao produtor. O custo de produção envolve alguns fatores fixos, tais como o custo de do uso do fator terra. Assim, é de se supor que produções exclusivamente destinadas ao biodiesel tenderão a se orientarem para regiões de terras mais baratas. A remuneração pela indústria será diretamente proporcional a quantidade de óleo extraída por tonelada do produto. Quem entrega soja na indústria, recebendo um preço vigente no mercado internacional, nem sabe o que será feita com ela: se exportada em grão, se transformada em óleo e torta, se vendida no mercado interno ou externo.
Embora hoje o óleo de soja, com sistemas de produção, logística e mercado já definidos, possua um preço competitivo o dendê (palma) produz ao redor de 6 mil litros por hectare mas... lá na Amazônia ou na Bahia. A regionalização, portanto, será determinante para o uso da matéria prima.
Mas o que importa é o seguinte: você já viu uma carreta tanque com 40 mil litros de biodiesel? E o ET de Varginha? Tem gente que viu: alguns uns vidrinhos com um líquido que dizem ser o biodiesel, outros juram de pé junto que viram o ET de Varginha. Para se usar um e se crer noutro é preciso algo mais, muito mais.
Por algum tempo ainda o biodiesel vai estimular a indústria de papel e celulose: muito papel ainda vai ser gasto com o assunto, publicando as mais diferentes opiniões ou estampando fotos de trator que diziam ser movido por biodiesel em exposição, mas com a finalidade de puro marketing e instituição de ensino e de seus cursos. Na prática, para o produtor rural e para o País, de bom, nada ainda.