Sempre que se fala em nabo forrageiro, o que vem à mente do agricultor é uma planta fornecedora de massa foliar para adubação verde, indicada para a rotação de culturas, como cobertura do solo durante o inverno e, eventualmente, para compor, como rolão ou silagem, a alimentação animal. Essa visão, porém, está se transformando, com a difusão da planta como uma opção para a produção de óleo para fins energéticos, o chamado biodiesel.
Em caráter experimental, a Fazenda Ataliba Leonel, unidade de produção de sementes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), já vinha prensando as sementes e usando o óleo nos tanques de combustível de tratores e máquinas da própria frota.
No núcleo de Ataliba Leonel, em Manduri (SP), e na unidade de Águas de Santa Bárbara são cultivados 200 hectares de nabo. De acordo com o diretor interino do núcleo, engenheiro agrônomo João Paulo Teixeira Whitaker, a produção que não for colocada à disposição dos agricultores nos postos de vendas de sementes será transformada em biodiesel para uso nos tratores e caminhões de unidade.
A semente do nabo tem teor médio de 30% de óleo de boa qualidade, pois deixa muito pouco resíduo. Num sistema de extração mais tecnificada, o teor pode chegar a 38%.
Pesquisadores do Departamento de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), vêm trabalhando na melhoria do rendimento de óleo. Os primeiros estudos, desenvolvidos pelo engenheiro agrônomo Rogério Oliveira de Sá, com bolsa de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), e orientação dos professores Maurício Zanotto e José Geraldo Amaral, demonstraram a competitividade do grão para a produção de óleo.
A torta resultante da prensagem do nabo pode ser usada na alimentação animal, pois é fonte de calorias e possui cerca de 40% de proteína bruta. O diretor da Ceralit, José Luiz Cerboni de Toledo, lembra que o mercado para o grão de nabo forrageiro tem grande potencial. Produtores de Uberlândia (MG), por exemplo, estão exportando sementes para a Europa, onde o uso de fertilizantes químicos é altamente controlado por causa do potencial poluidor. "Eles fazem do nabo adubo orgânico."
Mas o grande mercado será o biodiesel. "Em 2008, apenas o complexo petrolífero de Paulínia vai consumir 40 milhões de litros ao mês", diz Toledo. Além da Ceralit, a mineira Soyminas Biodiesel desenvolve projeto de fomento ao nabo forrageiro na região de Cássia (MG).
Em caráter experimental, a Fazenda Ataliba Leonel, unidade de produção de sementes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), já vinha prensando as sementes e usando o óleo nos tanques de combustível de tratores e máquinas da própria frota.
No núcleo de Ataliba Leonel, em Manduri (SP), e na unidade de Águas de Santa Bárbara são cultivados 200 hectares de nabo. De acordo com o diretor interino do núcleo, engenheiro agrônomo João Paulo Teixeira Whitaker, a produção que não for colocada à disposição dos agricultores nos postos de vendas de sementes será transformada em biodiesel para uso nos tratores e caminhões de unidade.
A semente do nabo tem teor médio de 30% de óleo de boa qualidade, pois deixa muito pouco resíduo. Num sistema de extração mais tecnificada, o teor pode chegar a 38%.
Pesquisadores do Departamento de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), vêm trabalhando na melhoria do rendimento de óleo. Os primeiros estudos, desenvolvidos pelo engenheiro agrônomo Rogério Oliveira de Sá, com bolsa de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), e orientação dos professores Maurício Zanotto e José Geraldo Amaral, demonstraram a competitividade do grão para a produção de óleo.
A torta resultante da prensagem do nabo pode ser usada na alimentação animal, pois é fonte de calorias e possui cerca de 40% de proteína bruta. O diretor da Ceralit, José Luiz Cerboni de Toledo, lembra que o mercado para o grão de nabo forrageiro tem grande potencial. Produtores de Uberlândia (MG), por exemplo, estão exportando sementes para a Europa, onde o uso de fertilizantes químicos é altamente controlado por causa do potencial poluidor. "Eles fazem do nabo adubo orgânico."
Mas o grande mercado será o biodiesel. "Em 2008, apenas o complexo petrolífero de Paulínia vai consumir 40 milhões de litros ao mês", diz Toledo. Além da Ceralit, a mineira Soyminas Biodiesel desenvolve projeto de fomento ao nabo forrageiro na região de Cássia (MG).