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Motoristas desconhecem biodiesel

No segundo dia da obrigatoriedade do B2, uma enquete feita com motoristas na BR 277 mostra que o biodiesel brasileiro chegou aos 35 mil postos do país em meio à falta de informação, receios e preconceitos.
BiodieselBR 3 min de leitura
No segundo dia da obrigatoriedade do B2, uma enquete feita com motoristas pela BiodieselBR.com mostra que o novo biocombustível brasileiro chegou aos 35 mil postos do país em meio à falta de informação, receios e preconceitos.

No segundo dia da obrigatoriedade do B2, uma enquete feita com motoristas pela BiodieselBR.com mostra que o novo biocombustível brasileiro chegou aos 35 mil postos do país em meio à falta de informação, receios e preconceitos.

Ao conversar com motoristas que abasteciam em postos da BR 277, que liga Curitiba a Paranaguá, no Paraná, a reportagem descobriu que alguns ainda nem tinham ouvido falar do combustível.

“O que é biodiesel?”, perguntou o pequeno empresário Acindino Silva, de Foz do Iguaçu. Dono de uma caminhonete F 1000, ele ficou preocupado ao saber que o combustível deve ser misturado ao diesel mineral na porcentagem de 2%.

“A qualidade [do diesel] tende a piorar”, desconfia. A mistura além do fixado em lei – infração comum no caso da gasolina e do álcool – preocupa o empresário, que teme a adulteração do diesel por meio da adição de biodiesel além dos 2%. “Se aumentarem a porcentagem, vai ficar mais ruim”, acredita.

O caminhoneiro Oliveira Alfredo da Silva, de Londrina (PR), também está com o pé atrás. “Já ouvir falar que o biodiesel estraga a bomba injetora”, conta, para em seguida perguntar: “O biodiesel é feito de quê? De óleo? Então é por isso que tem cheiro de coxinha!”, brinca.

Para Luciano Sotomaior, gerente do posto Saguaru, no quilômetro 107 da rodovia, os motoristas têm preconceito com o biodiesel. “É algo diferente do que eles estão acostumados a usar a vida toda, eles ficam com receio e pensam: ‘Será que é melhor’?”

Sotomaior acha que o B2 não faz a menor diferença no desempenho dos motores – “a porcentagem é muito pequena”, argumenta – mas sempre tranqüiliza os clientes ressabiados. “Muitos me perguntam se o biodiesel é bom. Eu digo que é, lógico.”

O mesmo boato de dano aos motores foi ouvido pelo também caminhoneiro Adriano Gomes da Silva, de Telêmaco Borba (PR), mas ele não deu crédito à história. “Acho que não tem nada a ver, senão não teriam deixado colocar biodiesel”, argumenta.

Silva diz acreditar que seu caminhão emitirá menos fumaça depois de abastecido com a mistura, que ele imaginava ser de 3%, e não espera mudanças nos gastos ao abastecer. “O preço do diesel vai ficar a mesma coisa”, aposta.

Já o Advogado Itacir Joaquim, de Arapongas (PR), dono de uma picape, diz que “o combustível que substitui o diesel mineral e pode ser feito de diversos tipos de plantas” tende a ficar mais barato na bomba. “A tendência é o preço cair, como aconteceu com o álcool”, aposta. “O biodiesel é altamente positivo para o país, e é bem menos poluente”, opina. 

Raquel Marçal
BiodieselBR.com


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