Ex-ministra diz que o cultivo de culturas exóticas na região irá pressionar o desmatamento da floresta
A ex-ministra do Meio Ambiente, Maria Silva disse que está preocupada com a política
ambiental do governo e surpresa com medidas da gestão do sucessor, o
ministro Carlos Minc, nas quais vê risco de retrocesso.
A ex-ministra do Meio Ambiente, Maria Silva disse, em entrevista ao jornal O Globo deste domingo, que está preocupada com a política ambiental do governo e surpresa com medidas da gestão do sucessor, o ministro Carlos Minc, nas quais vê risco de retrocesso.
Marina Silva acredita que a proposta de Minc de promover o plantio de dendê para produção de biodiesel em áreas desmatadas da Amazônia são uma ameaça a integridade da floresta.
“Sou contra porque não é preciso abrir mais uma frente de expansão predatória na Amazônia. Hoje já existem a madeira, a pecuária e a produção de grãos. Com a recuperação de áreas degradadas com dendê, abre-se mais uma frente preocupante”, defendeu.
Para a ex-ministra “a responsabilidade que temos com a questão ambiental e com os biocombustíveis continua a mesma”. “Essa história de ampliação da cana no Pantanal e na Amazônia é uma senha para quem quer barrar a nossa produção de álcool lá fora”, opinou.
Confira a seguir trecho da entrevista:
O Globo: Por que a senhora é contra plantar espécies exóticas, como a palmeira que fornece dendê para fazer biodiesel, em áreas desmatadas da Amazônia?
MARINA: Para que não se tenha mais uma frente de expansão predatória na Amazônia. Hoje já existem a madeira, a pecuária e a produção de grãos. Com a recuperação de áreas degradadas com dendê, abre-se mais uma frente preocupante.
A Malásia tem tomado medidas rigorosas no seu território contra a produção de dendê, e a principal empresa de lá está se mudando para o Brasil. Às vezes a gente não entende por que, de repente, começam a se interessar pela recuperação de área degradada com espécies exóticas. Pode surgir mais uma pressão sobre a floresta.
O ministro Minc defendeu esse plantio e foi atacado num manifesto assinado pelas ONGs ambientalistas...
BiodieselBR.com
A ex-ministra do Meio Ambiente, Maria Silva disse, em entrevista ao jornal O Globo deste domingo, que está preocupada com a política ambiental do governo e surpresa com medidas da gestão do sucessor, o ministro Carlos Minc, nas quais vê risco de retrocesso.
Marina Silva acredita que a proposta de Minc de promover o plantio de dendê para produção de biodiesel em áreas desmatadas da Amazônia são uma ameaça a integridade da floresta.
“Sou contra porque não é preciso abrir mais uma frente de expansão predatória na Amazônia. Hoje já existem a madeira, a pecuária e a produção de grãos. Com a recuperação de áreas degradadas com dendê, abre-se mais uma frente preocupante”, defendeu.
Para a ex-ministra “a responsabilidade que temos com a questão ambiental e com os biocombustíveis continua a mesma”. “Essa história de ampliação da cana no Pantanal e na Amazônia é uma senha para quem quer barrar a nossa produção de álcool lá fora”, opinou.
Confira a seguir trecho da entrevista:
O Globo: Por que a senhora é contra plantar espécies exóticas, como a palmeira que fornece dendê para fazer biodiesel, em áreas desmatadas da Amazônia?
MARINA: Para que não se tenha mais uma frente de expansão predatória na Amazônia. Hoje já existem a madeira, a pecuária e a produção de grãos. Com a recuperação de áreas degradadas com dendê, abre-se mais uma frente preocupante.
A Malásia tem tomado medidas rigorosas no seu território contra a produção de dendê, e a principal empresa de lá está se mudando para o Brasil. Às vezes a gente não entende por que, de repente, começam a se interessar pela recuperação de área degradada com espécies exóticas. Pode surgir mais uma pressão sobre a floresta.
O ministro Minc defendeu esse plantio e foi atacado num manifesto assinado pelas ONGs ambientalistas...
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