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Estado dos mercados globais de gases do efeito estufa

Desenvolvedores de mercados de gases do efeito estufa já lançados na Europa e planejados em outras regiões do mundo, esperam um dia formar ligações entre estes mercados para auxiliar na redução das emissões de gases do efeito estufa.
Fernanda B Muller, CarbonoBrasil. Com informações Reuters 3 min de leitura

Desenvolvedores de mercados de gases do efeito estufa já lançados na Europa e planejados em outras regiões do mundo, esperam um dia formar ligações entre estes mercados para auxiliar na redução das emissões de gases do efeito estufa.

Na conferência da ONU que acontece até 9 de dezembro, líderes industriais estão dizendo que as diferenças entre os mercados regionais teriam que ser resolvidas, antes que as negociações pudessem acontecer.

Tais diferenças poderiam ocorrer, particularmente, entre os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto, como o Canadá, Japão e União Européia, e países que se retiraram do pacto, como EUA e Austrália.

Outras diferenças: as ‘válvulas de segurança’, ou limites, sob o preço da tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO2e), assim como se as metas de emissão são baseadas em reduções absolutas ou em limites de ‘intensidade’.

Abaixo está a lista dos mercados de emissões que já estão em funcionamento ou que estão sendo planejados para a negociação dos gases do efeito estufa:

União Européia


A UE lançou o ETS – Esquema de Comércio de Emissões em janeiro de 2005, o qual limita as emissões de cerca de 12.000 indústrias e usinas. Dentro do seu plano obrigatório, a UE pretende reduzir as suas emissões 8% abaixo do nível de 1990 até final de 2012. O CO2e está sendo negociado em torno de 20 euros por tonelada.

Noruega, Suíça


Organizando planos de negociação de CO2 que poderão ser ligados ao ETS.

Canadá


Pretende lançar um mercado de gases do efeito estufa em 2006 que teria metas de emissão baseadas na ‘intensidade’.

O plano tem uma ‘válvula de segurança’ que limitaria o preço da tonelada de CO2 equivalente em C$15 até 2012.

Japão


Na primeira fase do Protocolo de Kyoto, o Japão é o único país Asiático que precisa reduzir as suas emissões até 2012. Atualmente, o governo permite que as indústrias estabeleçam metas de redução voluntárias.

Estados Unidos


A Administração George W. Bush, a qual retirou seu país do Protocolo de Kyoto, favorece as reduções voluntárias das emissões. Entretanto, estão sendo desenvolvidos vários planos para negociar as emissões.

1- Regional Greenhouse Gas Initiative. Nove estados do Nordeste do país estão planejando lançar um mercado em 2009, o qual reduziria as emissões de usinas de energia em 10% até 2020.
2- O Senador Jeff Bingaman, um democrata do Novo México, está patrocinando um projeto de lei que reduziria as emissões modestamente. Este projeto possui uma ‘válvula de segurança’ que limitaria o preço do CO2e em $7.
3- O Senador John McCain, republicano do Arizona, e Joe Lieberman, democrata de Connecticut, estão patrocinando um projeto de lei para um programa ‘cap and trade’ a nível nacional, também reduziria as emissões modestamente.
4- Chicago Climate Exchange. Bolsa para negociações voluntárias, lançada em 2003.

Austrália


Não ratificou o Protocolo de Kyoto. O governo federal descartou a possibilidade de qualquer tipo de mercado de emissões em um futuro próximo. Entretanto, alguns estados estão planejando iniciar um plano que negociaria as emissões em nível nacional. Mais detalhes sobre o plano dos estados devem ser revelados em 2006.
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