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Escassez de recursos energéticos preocupa pesquisadores

A escassez de recursos energéticos a médio e longo prazo e, em contraposição, o aumento da demanda por energia. Essa foi a principal preocupação manifestada por pesquisadores, professores e cientistas que participaram, hoje (16), de sessão de debates sobre o tema Energia como "Área de Interesse Nacional", durante a 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Hotel Blue Tree Park, em Brasília.
MCT - Fabiana Galvão 3 min de leitura

A escassez de recursos energéticos a médio e longo prazo e, em contraposição, o aumento da demanda por energia. Essa foi a principal preocupação manifestada por pesquisadores, professores e cientistas que participaram, hoje (16), de sessão de debates sobre o tema Energia como "Área de Interesse Nacional", durante a 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, no Hotel Blue Tree Park, em Brasília.

O tema foi exposto pelo engenheiro eletrônico João Lizardo de Araújo, que dirige o Centro de Pesquisa da Eletrobrás (Cepel), e debatido também pelo professor Manoel Régis Lima Verde Leal, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do gerente geral de Gestão Tecnológica do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), Carlos Soligo Camerini, e o diretor do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Carlos Tadeu da Costa Fraga.

Os pesquisadores ressaltaram a necessidade de se investir mais em pesquisa e de outras fontes alternativas geradoras de energia, que possam vir a substituir o petróleo em um horizonte de mais de 50 anos. Eles acreditam que, devido à dependência do petróleo existente no mundo hoje, possivelmente esse combustível será substituído por um conjunto de outras fontes energéticas.

Biomassa


Entre as matrizes energéticas apontadas como fontes de energia importantes no futuro estão a biomassa - fontes orgânicas utilizadas para produzir energia, como o álcool e o biodiesel - e a fusão nuclear. "Acho difícil a biomassa, sozinha, substituir todo o petróleo utilizado no mundo", ressaltou Manoel Lima Verde. Ele aponta como possivelmente necessários em um horizonte de 70 a 100 anos, investimentos mundiais em fusão nuclear, energia solar térmica e fotovoltaica e, ainda, a economia de energia. "Uma solução única de substituição do petróleo hoje não existe", destacou.

Entre os programas bem-sucedidos no mundo para a produção de energia a partir da biomassa está o Proálcool, no Brasil.


Nanotecnologia e biotecnologia


A nanotecnologia, a biotecnologia e a informática são as três áreas destacadas por Carlos Camerini como sendo merecedoras de investimentos em pesquisas feitas pela Petrobrás. "Se, de uma maneira adequada, se estudar a convergência da nanotecnologia, da biotecnologia e da informática, as mudanças serão profundas e muito mais rápidas do que nós estamos esperando", ressaltou.

A Petrobrás, de acordo com estudo feito pela empresa de consultoria Booz Allen Hamilton sobre as 1.000 empresas que mais investem em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) no mundo, é a única a investir nesse setor na América Latina.

Camerini destacou, ainda, o papel que as universidades podem ter na pesquisa. Ele disse que, nos próximos anos, a Petrobrás pretende investir mais fortemente na infra-estrutura física de universidades do País e, também, em recursos humanos, para trabalhos em conjunto com a empresa e outras instituições voltadas para a pesquisa.
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