Falta muito. A começar pela regulamentação do governo. De Brasília só vemos boas intenções, muito blá, blá, blá, e nem uma medida concreta, agora ficou para novembro a regulamentação. E vamos deixar claro, não existe nem um empecilho tecnológico ou científico que impeça a utilização do biodiesel. Dizem as autoridades que a partir do ano que vem inicia-se o uso do B2. Para usar esta mistura, necessitamos de 800 milhões de litros de biodiesel ano. O ano de 2005 está chegando. E hoje, o que o Brasil produz de biodiesel?
Alguém procurou 100.000 litros de biodiesel para comprar no mercado brasileiro, e não encontrou. O biodiesel no Brasil é algo igual ao ET de Varginha, todos dizem que existe, mas ninguém prova que viu. A pergunta é? Vamos fazer B2 com biodiesel importado?
Para o sucesso do biodiesel no Brasil, temos que, primeiro: ser economicamente viável. Se for mais caro que o diesel, podemos esquecer. A parte mais sensível do homem é o bolso. Segundo: Para o biodiesel tornar-se economicamente viável, deverá ocorrer a desoneração fiscal, federal, estadual e municipal. Do jeito que está, temos mais de 30% de impostos, inviabilizando sua produção. Terceiro: Como vamos produzir biodiesel barato, se todos os óleos vegetais no mercado, estão com preço acima de R$-1,20 o quilo. E temos que acrescentar todos os custos industriais para a transformação em biodiesel. Não se esqueça que o diesel está com preço entre R$-1.40/1.60 o litro.
Então, não tem jeito.... não vamos produzir biodiesel?
Vamos. O jeito que nós encontramos aqui em Chapadão do Céu GO, foi trabalharmos no sistema de escambo, troca. O produtor manda sua oleaginosa para industrialização e recebe um percentual em biodiesel para uso e consumo próprio. Com isto ele escapa de todos os impostos, funrural, ICMS, pis, confins, etc.etc., pois produção para uso e consumo próprio não tem imposto.
Neste caso, produzindo uma oleaginosa de baixo custo, como o nabo forrageiro, o produtor tem um custo final do seu biodiesel de R$0,80 o litro.
Nós também defendemos a idéia que o Brasil, deva produzir biodiesel sem mexer na safra de verão, entenda-se soja, com a soja, vamos continuar do jeito que está, exportar e exportar. O biodiesel brasileiro deverá sair de oleaginosas de segunda safra (safrinha) e safra de inverno no sul do pais.
Vamos deixar os americanos produzirem biodiesel de soja, pois quanto mais biodiesel com soja eles fizerem, menos óleo de soja eles terão para concorrer com o nosso no mercado externo.
No centro oeste podemos plantar girassol em fevereiro e março, o nabo forrageiro e canola em março abril. No sul podemos plantar além destas a colza, entre outras. Parece pouco? São milhões de hectares de terra, aguardando viabilidade, incentivo e regulamentação para serem plantados.
E a mamona? Convenhamos, (que me desculpem os políticos que estão defendendo a mamona para biodiesel) ninguém vai produzir biodiesel de mamona e vender a R$-1,50 o litro, se o óleo bruto de mamona tem seu valor de mercado de aproximadamente R$-3,00 o quilo. Fazer biodiesel de mamona no Brasil, é subtrair renda do produtor, e não aumentar sua renda. Concordo que o governo incentive o plantio de mamona para pequenas propriedades, principalmente no nordeste, mas para vender óleo bruto.
Defendemos também, que a produção de biodiesel seja localizada nos municípios produtores de grãos. Onde teremos, produção de matéria prima, consumo de biodiesel e consumo de torta na alimentação animal, com isto evitamos transportes de longas distâncias, custos com fretes, e evitamos também de andar em nossas estradas nem todas bem conservadas, além, é claro, o produtor poderá agregar valor nos seus produtos, como por exemplo, transformar em sua propriedade tortas de grãos em carne, ovos, leite, etc.
Estaremos também, descentralizando a produção de energia.
Para que isto aconteça, precisamos incentivar a construção de pequenas usinas de biodiesel, seja através de pequenas cooperativas de produtores, ou de associação de grupos de produtores, ou ainda de parcerias entre produtores e empresas.
O produtor rural até hoje, com raras exceções, produziu alimentos, para homens e animais. Com certeza, com o biodiesel, ele passará a ser também um produtor de energia. Teremos num futuro muito próximo, uma nova commodity agrícola.
Alguém procurou 100.000 litros de biodiesel para comprar no mercado brasileiro, e não encontrou. O biodiesel no Brasil é algo igual ao ET de Varginha, todos dizem que existe, mas ninguém prova que viu. A pergunta é? Vamos fazer B2 com biodiesel importado?
Para o sucesso do biodiesel no Brasil, temos que, primeiro: ser economicamente viável. Se for mais caro que o diesel, podemos esquecer. A parte mais sensível do homem é o bolso. Segundo: Para o biodiesel tornar-se economicamente viável, deverá ocorrer a desoneração fiscal, federal, estadual e municipal. Do jeito que está, temos mais de 30% de impostos, inviabilizando sua produção. Terceiro: Como vamos produzir biodiesel barato, se todos os óleos vegetais no mercado, estão com preço acima de R$-1,20 o quilo. E temos que acrescentar todos os custos industriais para a transformação em biodiesel. Não se esqueça que o diesel está com preço entre R$-1.40/1.60 o litro.
Então, não tem jeito.... não vamos produzir biodiesel?
Vamos. O jeito que nós encontramos aqui em Chapadão do Céu GO, foi trabalharmos no sistema de escambo, troca. O produtor manda sua oleaginosa para industrialização e recebe um percentual em biodiesel para uso e consumo próprio. Com isto ele escapa de todos os impostos, funrural, ICMS, pis, confins, etc.etc., pois produção para uso e consumo próprio não tem imposto.
Neste caso, produzindo uma oleaginosa de baixo custo, como o nabo forrageiro, o produtor tem um custo final do seu biodiesel de R$0,80 o litro.
Nós também defendemos a idéia que o Brasil, deva produzir biodiesel sem mexer na safra de verão, entenda-se soja, com a soja, vamos continuar do jeito que está, exportar e exportar. O biodiesel brasileiro deverá sair de oleaginosas de segunda safra (safrinha) e safra de inverno no sul do pais.
Vamos deixar os americanos produzirem biodiesel de soja, pois quanto mais biodiesel com soja eles fizerem, menos óleo de soja eles terão para concorrer com o nosso no mercado externo.
No centro oeste podemos plantar girassol em fevereiro e março, o nabo forrageiro e canola em março abril. No sul podemos plantar além destas a colza, entre outras. Parece pouco? São milhões de hectares de terra, aguardando viabilidade, incentivo e regulamentação para serem plantados.
E a mamona? Convenhamos, (que me desculpem os políticos que estão defendendo a mamona para biodiesel) ninguém vai produzir biodiesel de mamona e vender a R$-1,50 o litro, se o óleo bruto de mamona tem seu valor de mercado de aproximadamente R$-3,00 o quilo. Fazer biodiesel de mamona no Brasil, é subtrair renda do produtor, e não aumentar sua renda. Concordo que o governo incentive o plantio de mamona para pequenas propriedades, principalmente no nordeste, mas para vender óleo bruto.
Defendemos também, que a produção de biodiesel seja localizada nos municípios produtores de grãos. Onde teremos, produção de matéria prima, consumo de biodiesel e consumo de torta na alimentação animal, com isto evitamos transportes de longas distâncias, custos com fretes, e evitamos também de andar em nossas estradas nem todas bem conservadas, além, é claro, o produtor poderá agregar valor nos seus produtos, como por exemplo, transformar em sua propriedade tortas de grãos em carne, ovos, leite, etc.
Estaremos também, descentralizando a produção de energia.
Para que isto aconteça, precisamos incentivar a construção de pequenas usinas de biodiesel, seja através de pequenas cooperativas de produtores, ou de associação de grupos de produtores, ou ainda de parcerias entre produtores e empresas.
O produtor rural até hoje, com raras exceções, produziu alimentos, para homens e animais. Com certeza, com o biodiesel, ele passará a ser também um produtor de energia. Teremos num futuro muito próximo, uma nova commodity agrícola.
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Univaldo vedana