Biodiesel, combustível social
Uma nova palavra está entrando no vocabulário dos brasileiros. Vamos ouvir falar cada vez mais em biodiesel, o combustível que vem de plantas ricas em óleo como a mamona, a soja, o girassol, entre outras.
Nesse dia 21, o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) - esforço de várias pastas do governo Lula, entre elas o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)- está sendo oficialmente apresentado aos gaúchos em um seminário na Fundacep, em Cruz Alta. É uma novidade que está atraindo a atenção de cooperativas, prefeituras e empresas.
Na Metade Sul, uma planta rústica e resistente como a mamona poderá se tornar uma nova fonte de renda. No Norte, a canola, o girassol e a colza são as opções. Um dos fatos que explica este interesse está na adição de 2% de biodiesel ao diesel convencional já a partir de 2006, constituindo, em cinco anos, um mercado potencial de 800 milhões de litros anuais. Agora, com a parceria da agricultura familiar, o Brasil se prepara para se tornar um dos maiores produtores de biodiesel do mundo.
Projeta-se que, em três anos, 250 mil pequenos produtores familiares de todo o Brasil estarão participando da cadeia do biodiesel. Com o selo de Combustível Social atribuído pelo MDA, sua produção será mais competitiva. Isto porque haverá redução na incidência de Pis/Cofins sobre o combustível produzido a partir de matéria-prima adquirida da agricultura familiar.
Além de reduzir a dependência do mercado externo e a poluição do ar, o biodiesel ainda é fator de inclusão social, gerando desenvolvimento, emprego e renda. É a presença do governo federal, com a força dos agricultores familiares, das empresas e cooperativas, transformando o Rio Grande e o Brasil com ganhos para a economia, o meio ambiente e toda a sociedade.


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