O biodiesel já é uma forte realidade e o país também tem condições de se tornar um dos maiores exportadores deste tipo de combustível.
Toda a palavra que tem o prefixo “bio” tem um peso muito importante dentro das grandes movimentações em favor de uma causa nobre: a preservação e a exploração consciente da natureza.
Com o biodiesel não poderia ser diferente. Em 13 de janeiro de 2005 foi aprovada a Lei 11.097, que estabelece percentuais mínimos de mistura de biodiesel ao diesel e o monitoramento da inserção do novo combustível no mercado brasileiro. Aos poucos, a substância se inscreve no mercado regular do diesel.
De acordo com o coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Frederique Rosa e Abreu, a legislação permite adicionar 2% de biodiesel compulsoriamente até 2008 e 5% compulsoriamente até 2013 na matriz energética brasileira.
“Isso gera um mercado atual de 800 milhões de litros ao ano até 2008, um mercado firme de 1 bilhão de litros ao ano entre 2008 e 2012 e um mercado firme de 2,4 bilhões de litros ano a partir de 2013”, projeta Abreu.
Para a produção da substância, basicamente, se extrai os óleos vegetais de diferentes matérias-primas, como amendoim, girassol, milho, soja, mamona e canola, entre outros. O processo transforma este óleo vegetal em um éster e o álcool entra como matéria-prima no processo. Neste passo, é possível optar pelas rotas etílica e metílica – os dois primeiros álcoois orgânicos.
O consultor Alfred Szwarc, da Unica, entende que para o setor alcooleiro, a rota etílica é a mais interessante. A escolha pelo etanol pode gerar uma união entre os produtos de álcool e os de biodiesel. “Na cana existe a rotação de culturas e, nesse processo, tem-se utilizado amendoim, soja e milho, o que varia de acordo com cada Estado. Esta negociação entre os produtores pode trazer a sinergia ao setor”, sugere Szwarc.
O metanol apresenta uma vantagem de preço sobre a outra substância. Mas nele o Brasil não é auto-suficiente, o que faz com que o metanol tenha de ser importado. Enquanto isto o etanol é produzido no país. “Nesse momento, é difícil dizer qual rota vai ser predominante no Brasil; porém, existe uma tendência pró-etanol. De qualquer modo, ainda é um mercado novo”, considera o consultor da Unica.
A exportação do biodiesel ainda é inexpressiva, mas há projeção de vendas para a Europa. Porém, normas técnicas e definições de preços têm dificultado as negociações. Para Frederique Rosa e Abreu, do Mapa, o maior gargalo comercial do produto hoje é a falta de definição de um preço mínimo para o comércio. Sem este ajuste, os possíveis investidores estarão aguardando a obrigatoriedade da mistura, que está prevista na lei somente para 2008.
Toda a palavra que tem o prefixo “bio” tem um peso muito importante dentro das grandes movimentações em favor de uma causa nobre: a preservação e a exploração consciente da natureza.
Com o biodiesel não poderia ser diferente. Em 13 de janeiro de 2005 foi aprovada a Lei 11.097, que estabelece percentuais mínimos de mistura de biodiesel ao diesel e o monitoramento da inserção do novo combustível no mercado brasileiro. Aos poucos, a substância se inscreve no mercado regular do diesel.
De acordo com o coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Frederique Rosa e Abreu, a legislação permite adicionar 2% de biodiesel compulsoriamente até 2008 e 5% compulsoriamente até 2013 na matriz energética brasileira.
“Isso gera um mercado atual de 800 milhões de litros ao ano até 2008, um mercado firme de 1 bilhão de litros ao ano entre 2008 e 2012 e um mercado firme de 2,4 bilhões de litros ano a partir de 2013”, projeta Abreu.
Para a produção da substância, basicamente, se extrai os óleos vegetais de diferentes matérias-primas, como amendoim, girassol, milho, soja, mamona e canola, entre outros. O processo transforma este óleo vegetal em um éster e o álcool entra como matéria-prima no processo. Neste passo, é possível optar pelas rotas etílica e metílica – os dois primeiros álcoois orgânicos.
ETANOL OU METANOL
O consultor Alfred Szwarc, da Unica, entende que para o setor alcooleiro, a rota etílica é a mais interessante. A escolha pelo etanol pode gerar uma união entre os produtos de álcool e os de biodiesel. “Na cana existe a rotação de culturas e, nesse processo, tem-se utilizado amendoim, soja e milho, o que varia de acordo com cada Estado. Esta negociação entre os produtores pode trazer a sinergia ao setor”, sugere Szwarc.
O metanol apresenta uma vantagem de preço sobre a outra substância. Mas nele o Brasil não é auto-suficiente, o que faz com que o metanol tenha de ser importado. Enquanto isto o etanol é produzido no país. “Nesse momento, é difícil dizer qual rota vai ser predominante no Brasil; porém, existe uma tendência pró-etanol. De qualquer modo, ainda é um mercado novo”, considera o consultor da Unica.
A exportação do biodiesel ainda é inexpressiva, mas há projeção de vendas para a Europa. Porém, normas técnicas e definições de preços têm dificultado as negociações. Para Frederique Rosa e Abreu, do Mapa, o maior gargalo comercial do produto hoje é a falta de definição de um preço mínimo para o comércio. Sem este ajuste, os possíveis investidores estarão aguardando a obrigatoriedade da mistura, que está prevista na lei somente para 2008.