Adoção do biodiesel diminuirá poluição atmosférica, afirma Greenpeace
Segundo o coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace, Sérgio Dialetachi, os combustíveis "limpos", como o biodiesel, são o futuro do Brasil. "Nós temos aí uma possibilidade de biocombustíveis que está crescendo no país", avalia.
"Os óleos vegetais, quando queimados, produzem menos desses gases que mudam o clima do planeta, como, por exemplo, o gás carbônico. Ainda há de se estudar a produção de alguns outros gases que estariam sendo formados de acordo com a espécie vegetal queimada. Mas, de forma geral, o biodiesel e a queima de óleos vegetais ‘in natura’ são menos poluentes do que o do diesel normal e alteram menos o clima do planeta, por conseqüência", explica Dialetachi.
O biodiesel, de acordo com Dialetachi, já é uma realidade no mundo. Na Europa, países como Alemanha, França e Itália já produzem o combustível comercialmente. Os países da União Européia produziram mais de um milhão de toneladas de biodiesel em 2002, segundo dados da European Biodiesel Board [Comitê Europeu do Biodiesel]. O coordenador do Greenpeace destaca, entretanto, que ainda há problemas em relação ao monopólio do petróleo no mercado mundial e também à idéia que se tem sobre a aplicação de fontes renováveis de energia.
"Falta acreditar que as [energias] renováveis são energias de fato e não energia ‘de butique’ para pequenas utilizações muito localizadas. O biodiesel já tem sido utilizado em uma escala crescente na Europa. Algumas montadoras de automóveis têm se associado com empresas de ‘agribusiness’ [agronegócio], nos Estados Unidos e no Canadá, no sentido de começarem as suas próprias produções de biodiesel. Tem o problema, sempre, de atrapalhar o monopólio do petróleo. As grandes companhias de petróleo começam a perder mercado à medida em que se adicionam óleos vegetais ao diesel de petróleo", afirma.


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