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Produção de biocombustíveis avançou 3,2% em 2017

Levantamento publicado pela BP mostra que a indústria global de biocombustíveis teve seu melhor desempenho em três anos

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de ter enfrentado uma freada brusca em 2014, quando teve crescimento praticamente igual a zero, a indústria mundial de biocombustíveis parece estar voltando a acelerar o passo – mesmo que em um ritmo um pouco mais lento do que antes. Em 2017, a produção cresceu um pouco mais de 3,2%, o melhor resultado em três anos. O dado vem da edição mais recente do relatório Statistical Review of World Energy, divulgado pela petroleira britânica BP.

Depois de ter enfrentado uma freada brusca em 2014, quando teve crescimento praticamente igual a zero, a indústria mundial de biocombustíveis parece estar voltando a acelerar o passo – mesmo que em um ritmo um pouco mais lento do que antes. Em 2017, a produção cresceu um pouco mais de 3,2%, o melhor resultado em três anos. O dado vem da edição mais recente do relatório Statistical Review of World Energy, divulgado pela petroleira britânica BP.

Pelas contas da petroleira, a produção mundial de biocombustíveis em 2017 passou dos 84,1 milhões de toneladas de óleo equivalente (Mtoe). São cerca de 2,6 Mtoe a mais do que no ano anterior e o melhor resultado em uma série histórica que vem desde 1990.

Segundo a BP, a maior parte do volume novo colocado no mercado é de etanol, que agregou cerca de 1,5 Mtoe em produção nova no ano passado. O avanço ficou em torno dos 3%, em linha com o crescimento geral do setor. Embora tenha agregado menos volume – 1,1 Mtoe – no ano passado, o biodiesel, por partir de uma base menor, registrou crescimento de 4%

Apesar deste resultado positivo, a indústria está mesmo crescendo mais devagar. Entre 2006 e 2016, a produção avançou a um ritmo de 11,4% ao ano. Se o número for atualizado para o período entre 2007 e 2017, a média anual de crescimento cai para menos de 8,5%. Isso ocorre à medida em que vão passando que os efeitos do boom vivido pelo segmento na primeira década do milênio, quando a taxa de expansão passou dos 20%.

Distribuição regional

Na liderança do segmento desde 2006 – ano em que desbancou a América do Sul e Central –, os países da América do Norte fabricaram pouco menos de 38,2 Mtoe em biocombustíveis. Estados Unidos, Canadá e México respondem por cerca de 45,5% do total mundial.

Em termos de expansão, no entanto, a América do Norte vem avançando menos que o restante do mundo. Entre 2016 e 2017, o crescimento da produção ficou abaixo de 2,7%. A América do Sul e Central – segunda maior região produtora, com quase 22,7 Mtoe fabricados – também teve um avanço relativamente tímido, de 2,9%.

É da região Ásia-Pacífico que veio a maior parte do impulso verificado no ano passado. A produção de biocombustíveis no agregado do bloco, que reúne 26 países da Ásia e Oceania, passou dos 9 Mtoe em 2017. Um salto de 5,7% em relação ao ano anterior.

Brasil

O Brasil manteve sua tradicional vice-liderança no setor – perdendo somente para os Estados Unidos – com uma produção equivalente a 18,4 Mtoe em biocombustíveis. Embora tenha crescido cerca de 1,6% sobre o resultado de 2016, o volume registrado pela BP ainda é inferior aos 19,3 Mtoe de 2015.

Nos últimos 10 anos, o crescimento médio da indústria brasileira de biocombustíveis está um pouco acima de 4%.

Gota

Em termos da demanda total de energia do mundo, os biocombustíveis são uma gota no oceano. Eles representaram módicos 0,62% dos 13,5 bilhões de toe que foram consumidos no ano de 2017. Essa gota, no entanto, já foi bem menor. No começo dos anos 2000, a fatia dos biocombustíveis no mercado total estava em 0,11%.

Dentro do grupo das energias renováveis – que representam 486,8 Mtoe –, os biocombustíveis têm uma fatia mais robusta, de 16,5%.

Os combustíveis fósseis continuam dominando o mercado de energia. O petróleo é – de longe – a fonte mais relevante em termos mundiais, com 4,62 bilhões de toe. O carvão vem atrás, com 3,73 bilhões de toe. O gás natural aparece em terceiro e tem 3,15 bilhões. Nenhuma outra fonte chega a marca de um bilhão.

Uma cópia (em inglês) do relatório BP Statistical Review of World Energy 2018 pode ser baixada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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