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Petróleo cai mais de 7% com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Contratos futuros do Brent para janeiro caíram 7,63%, para US$ 104,77 o barril, e WTI para dezembro registrou queda de 7,66%, para US$ 96,46

CNN Brasil 4 min de leitura

Os preços do petróleo fecham em queda de mais de 7% nesta segunda-feira, 2, com expectativa de diálogo entre Estados Unidos e Irã, por mediadores, visando uma resolução para o conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Investidores também digerem a decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a meta de produção para dezembro.

Negociado na ICE, o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 7,63% (US$ 8,66), a US$ 104,77 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) para dezembro recuou 7,36% (US$ 7,66), a US$ 96,46 o barril, na Nymex.

Essa queda acentuada do petróleo ocorreu após o Irã afirmar ter um plano de dois dias para reabrir Ormuz e retomar as negociações nucleares com os EUA, caso Washington atenda às suas exigências, defendendo que essa é a “base da diplomacia” com os americanos, por meio de mediadores.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que o regime iraniano deseja firmar um acordo, mas deixou o cenário em aberto: “Vamos ver”.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia concedido ao governo certas atribuições para as negociações de paz.

Pezeshkian acrescentou que Teerã “tentará resolver o problema por meio do diálogo”, sem dar mais detalhes, segundo a mídia estatal.

Sinais de progresso nas negociações entre os EUA e o Irã pressionaram os preços do petróleo para baixo, disse o analista da Raymond James, Pavel Molchanov, observando, no entanto, que o ceticismo é justificado após muitas “falsas esperanças” nos últimos meses.

O Brent encerrou outubro em seu nível mais alto em seis meses, em meio a preocupações de que o conflito entre os EUA e o Irã pudesse se intensificar novamente após as eleições de meio de mandato nos EUA nesta terça-feira, 3.

“O mercado de petróleo ainda está reagindo com extrema sensibilidade a cada notícia que vem do Oriente Médio”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

“Embora os temores de uma escalada iminente tenham empurrado os preços para cima na semana passada, eles caíram acentuadamente no início desta semana, à medida que as negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã continuam”, acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse no domingo que o objetivo das negociações “em andamento e progredindo” era continuar as consultas com os mediadores do Catar, acrescentando que Teerã estava preparada tanto para “a defesa quanto para a diplomacia”.

As negociações ocorrem após um recente aumento nos ataques a petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz, embora também haja sinais de aumento nos embarques de alguns dos principais exportadores.

Paralelamente, sete produtores da Opep+ concordaram no domingo, 1º, em manter inalteradas as suas metas de produção de petróleo para dezembro, preservando os níveis registrados em setembro.

A decisão ocorre em um momento em que os produtores de petróleo continuam redirecionando suas exportações para contornar Ormuz, após meses de interrupções.

O início da guerra envolvendo o Irã, no final de fevereiro, esgotou os estoques de petróleo. O mundo consumiu quase 1 bilhão de barris de petróleo dos estoques desde que a guerra interrompeu o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, afirmou o presidente-executivo da ADNOC, empresa estatal de petróleo de Abu Dhabi.

O Goldman Sachs elevou suas previsões para o preço do petróleo no domingo devido aos elevados riscos de abastecimento e afirmou que o Brent poderia saltar para US$ 140 em 2027 se a produção de petróleo do Golfo permanecer 3,5 milhões de barris por dia abaixo de sua média de 2025.

“O aumento dos ataques a navios, os danos à infraestrutura petrolífera e um prêmio de risco mais persistente continuam sendo os principais fatores que podem impulsionar uma alta”, afirmou o banco em um relatório.

Com informações da Reuters e da Agência Estado

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