Em meio a investimentos bilionários em energias renováveis, grandes petroleiras mundiais reduzem interesse por biocombustíveis
As maiores petroleiras globais não pretendem ficar simplesmente paradas enquanto seu principal produto – o petróleo – vai perdendo espaço num mundo cada vez mais preocupado com os impactos das mudanças climáticas. Um levantamento realizado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) indica que essas empresas vêm fazendo investimentos vultosos para incluírem fontes renováveis em seus portfólios de oferta.
As maiores petroleiras globais não pretendem ficar simplesmente paradas enquanto seu principal produto – o petróleo – vai perdendo espaço num mundo cada vez mais preocupado com os impactos das mudanças climáticas. Um levantamento realizado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) indica que essas empresas vêm fazendo investimentos vultosos para incluírem fontes renováveis em seus portfólios de oferta.
Segundo o levantamento feito pela BNEF, as chamadas majors do ramo de petróleo gastaram US$ 6,2 bilhões ao longo dos últimos 15 anos para adquirir participação em 428 companhias do segmento de energia limpa. E a velocidade desse processo vem se acelerando, no ano passado foram completados 44 negócios do tipo contra 21 apenas um ano antes.
“As petroleiras internacionais vem identificando novas oportunidades e construindo expertise. Quando uma oportunidade atingir maturidade comercial elas vão investir para aumentar a escala”, diz o analista responsável pelo estudo, Richard Chattterton.
Biocombustíveis
Curiosamente, para empresas que fizeram fortuna graças aos combustíveis líquidos vem mostrando interesse relativamente reduzido por biocombustíveis.
A energia solar é a campeã em aquisições com 109 negócios fechados entre 2002 e 2017. Empresas com atuação do segmento eólicos foram as segundas colocadas com 55 aquisições. No segmento biocombustíveis foram fechados 37 negócios.
Além disso, chama a atenção a redução no interesse das petroleiras. Esse ano, por exemplo, ainda não houve qualquer movimentação no segmento. Se nada acontecer até o final do ano, 2017 terá sido o primeiro ano com zero negócios fechados nos últimos 12 anos.
Segundo os analistas da BNEF, a queda está associada às cotações do petróleo. Enquanto o preço do barril esteve acima dos US$ 100, as major mostravam vinham demostrando um entusiasmo bem maior em adquirir empresas áreas de biocombustíveis.
Esse ânimo minguou a partir de meados de 2014, quando os preços do petróleo levaram um tombo histórico até voltarem a se fixar na faixa dos US$ 50 a partir de meados de 2016.
As altas quantias investidas, contundo, ainda são uma fração do que as majors colocam em seu negócio principal. Apenas Royal Dutch Shell vai alocar US$ 25 bilhões este ano em energia fóssil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As maiores petroleiras globais não pretendem ficar simplesmente paradas enquanto seu principal produto – o petróleo – vai perdendo espaço num mundo cada vez mais preocupado com os impactos das mudanças climáticas. Um levantamento realizado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) indica que essas empresas vêm fazendo investimentos vultosos para incluírem fontes renováveis em seus portfólios de oferta.
Segundo o levantamento feito pela BNEF, as chamadas majors do ramo de petróleo gastaram US$ 6,2 bilhões ao longo dos últimos 15 anos para adquirir participação em 428 companhias do segmento de energia limpa. E a velocidade desse processo vem se acelerando, no ano passado foram completados 44 negócios do tipo contra 21 apenas um ano antes.
“As petroleiras internacionais vem identificando novas oportunidades e construindo expertise. Quando uma oportunidade atingir maturidade comercial elas vão investir para aumentar a escala”, diz o analista responsável pelo estudo, Richard Chattterton.
Biocombustíveis
Curiosamente, para empresas que fizeram fortuna graças aos combustíveis líquidos vem mostrando interesse relativamente reduzido por biocombustíveis.
A energia solar é a campeã em aquisições com 109 negócios fechados entre 2002 e 2017. Empresas com atuação do segmento eólicos foram as segundas colocadas com 55 aquisições. No segmento biocombustíveis foram fechados 37 negócios.
Além disso, chama a atenção a redução no interesse das petroleiras. Esse ano, por exemplo, ainda não houve qualquer movimentação no segmento. Se nada acontecer até o final do ano, 2017 terá sido o primeiro ano com zero negócios fechados nos últimos 12 anos.
Segundo os analistas da BNEF, a queda está associada às cotações do petróleo. Enquanto o preço do barril esteve acima dos US$ 100, as major mostravam vinham demostrando um entusiasmo bem maior em adquirir empresas áreas de biocombustíveis.
Esse ânimo minguou a partir de meados de 2014, quando os preços do petróleo levaram um tombo histórico até voltarem a se fixar na faixa dos US$ 50 a partir de meados de 2016.
As altas quantias investidas, contundo, ainda são uma fração do que as majors colocam em seu negócio principal. Apenas Royal Dutch Shell vai alocar US$ 25 bilhões este ano em energia fóssil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com