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Oleaginosas aumentam participação na safra brasileira de grãos

As oleaginosas deverão representar praticamente metade da safra brasileira de grãos para a temporada 2015/16. Os números são da Conab.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
As oleaginosas estão aumentando sua importância deverão representar praticamente metade da safra brasileira de grãos para a temporada 2015/16. Os números estão no 1º levantamento do Relatório da Safra Brasileira de Grãos que foi publicado pela Companhia Brasileira de Abastecimento nessa sexta-feira (09). Esse resultado é maior do que na safra 2014/15.

As oleaginosas estão aumentando sua importância deverão representar mais de 49,2% da safra brasileira de grãos para a temporada 2015/16. Os números estão no 1º levantamento do Relatório da Safra Brasileira de Grãos que foi publicado pela Companhia Brasileira de Abastecimento nessa sexta-feira (09). Esse resultado é dois pontos percentuais a mais do que na safra 2014/15 – quando a relação entre oleaginosas e total foi de 47,3%.

Este é o primeiro relatório a trazer as projeções para a colheita do próximo ano. As perspectivas são boas. No geral, a Conab espera uma safra recorde com uma colheita que poderá chegar a 213,4 mil toneladas. As oleaginosas deverão avançar um pouco mais rapidamente.

Oleaginosas

Trocando em miúdos: somadas as produções projetadas para amendoim, canola, caroço de algodão, girassol, mamona e soja, os agricultores brasileiros deverão colher entre 103,1 e 105 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento entre 3,9% e 5,8% em relação às 99,2 milhões de toneladas de oleaginosas que foram colhidas no ano passado.

Uma parte considerável desse crescimento virá de um aumento na área plantada. Segundo o levantamento da Conab, serão plantados entre 34 e 34,6 milhões de hectares com oleaginosas, o que representa aproximadamente 58,5% da área dedicada à produção de grãos. No ano passado, a parcela era de 57,7%.

Se as previsões mais otimistas da Conab se confirmarem, a área de oleaginosas vai avançar 3,1%, o dobro do ritmo de expansão do restante das culturas de grãos – que será de 1,5%. Mas a produtividade também avança 2,6% superando os 3 mil quilos por hectare plantado.

Soja

A soja evidentemente continua sendo a estrela absoluta do mercado. Sozinha, ela representará 96% da área plantada com oleaginosas – entre 32,6 e 33,2 milhões de hectares – e 97% da produção – entre 100,1 e 102 milhões de toneladas de grão in natura.

O avanço pode chegar a 3,5% em área e 6% em produção. A produtividade da soja, no entanto, avança um pouco menos que a das demais culturas crescendo 2,2%.

Alternativas

O ano não deverá ser dos melhores para o caroço de algodão – única outra oleaginosa relevante na produção de biodiesel além da soja. Na melhor das hipóteses, a área reservada à cotonicultura deverá se manter estável em relação à safra anterior, mas, no limite inferior, das projeções da Conab indicam queda de 2,3%.

Embalada por uma produtividade um pouco melhor – 2.372 kg/ha contra 2.322 kg/ha em 2014/15 –, a oferta de caroço de algodão deverá ficar relativamente estável ou crescer em até 2%.

Noticiais positivas vêm da cultura de girassol e, surpreendentemente, de mamona. Ambas com crescimento na casa dos dois dígitos em termos de produção.

No caso do girassol, a produção deverá chegar perto das 175 mil toneladas, 14% de crescimento em relação ao ano passado. Isso a despeito de uma redução de praticamente 2% na área plantada, que deverá ficar em 109 mil hectares.

Já a mamona poderá crescer até 8,5% em área atraindo até 89,1 mil hectares contra os 82,1 mil hectares da safra anterior. A produção é estimada em até 62,8 mil toneladas contra 47 mil toneladas colhidas na temporada anterior.

Amendoim e canola não devem avançar – ou recuar – de forma particularmente significativa esse ano.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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