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Norma da ASTM abre mercado do bioquerosene para Amyris e Total

AmyrisTotalBioQAV 170614Nova especificação do querosene de aviação publicada pela ASTM, permitirá que a Amyris e a Total entrem no mercado de bioQAV.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A Amyris acaba de dar um passo dos mais importantes em seu esforço para ampliar o mercado potencial para seu farneseno – substância fabricada a partir da cana-de-açúcar que já concorria com o biodiesel como substituto renovável para o diesel fóssil.

Fabricado por uma joint venture entre a startup norte-americana de biotecnologia e a petroleira francesa Total firmada no ano passado  o produto agora também pode ser comercializado como um bioquerosene.

AmyrisTotalBioQAV 170614A Amyris acaba de dar um passo dos mais importantes em seu esforço para ampliar o mercado potencial para seu farneseno – substância fabricada a partir da cana-de-açúcar que já concorria com o biodiesel como substituto renovável para o diesel fóssil. Fabricado por uma joint venture entre a startup norte-americana de biotecnologia e a petroleira francesa Total firmada no ano passado  o produto agora também pode ser comercializado como um bioquerosene.

Tudo graças a mais recente revisão da norma D7566 da American Society for Testing and Materials (ASTM) – equivalente norte-americana de nossa ABNT – que incluiu o biocombustível da Amyris as substâncias que podem ser usadas pelo setor de aviação. 

“A capacidade desse combustível de atender aos padrões da norma internacional para uso em aviação comercial é um grande marco na trajetória da parceria entre Amyris e Total”, comemorou Philippe Boisseau, membro do comitê executivo da Total e presidente da divisão de Marketing & Serviços e Novas Energias.

Provação
A conquista do certificado envolveu uma avaliação completa em toda a cadeia – da produção ao consumo do biocombustível –, a fim de verificar e garantir que o combustível renovável é compatível com as aeronaves, componentes de motores e demais sistemas. Segundo a Amyris e a Total, principais agentes da indústria da aviação acompanharam todo o processo de avaliação, incluindo os diversos testes feitos em motores e voos experimentais. 

As companhias afirmam ainda que seu bioquerosene, que poderá ser adicionado na proporção de até 10% ao querosene de aviação (QAV), apresenta vantagens significativas em alguns quesitos como, por exemplo, o ponto de congelamento, alta estabilidade térmica e alto poder calorífico.

O novo produto já tem pelo menos um cliente importante, a GOL que, há pouco mais de duas semanas realizou seu primeiro voo comercial usando biocombustível.  “A certificação ASTM recebida pela Amyris representa um importante passo para, em futuro não muito distante, o início das operações regulares da GOL  com combustível renovável no Brasil, reiterando sua meta de, em 2016, consumir o mínimo de 1% de biocombustíveis”, afirmou o diretor técnico operacional da GOL, Pedro Rodrigo Scorza.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Amyris
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