

Pesquisadores da Nasa completaram, na semana passada, uma rodada de testes sobre o efeito do bioquerosene na performance de aeronaves.

Pesquisadores da Nasa completaram, na semana passada, uma rodada de testes para avaliar os efeitos do uso da bioquerosene na performance de aeronaves. Os voos experimentais foram realizados entre fevereiro e abril na Base Aérea de Edwards, na Califórnia. Os resultados satisfizeram a agência que deu seu aval para o uso de renováveis em aviões comerciais.
No experimento, um jato modelo DC-8 da agência espacial norte-americana foi pilotado 39 mil pés de altitude (aproximadamente 11,9 mil metros) seguido de perto por uma segunda aeronave especialmente equipada para medir a composição dos gases gerados com a queima do biocombustível. A equipe mediu a composição química da trilha de condensação deixada, sua persistências e as condições atmosféricas.
Durante o voo, os quatro motores do DC-8 usaram uma mistura entre querosene de aviação convencional e bioquerosene fabricado a partir do óleo da camelina – uma oleaginosa aparentada da canola. O uso desse mix reduziu as emissões em até 30% quando comparado às emissões usando apenas combustível convencional. Segundo os cientistas, a redução poderia ser maior caso o biocombustível tivesse sido usado em sua forma pura, mas isso teria exigido modificações nos motores.
Os resultados completos deverão ser divulgados pena Nasa dentro das próximas semanas.
Essa nova rodada de testes é uma continuidade de um projeto de pesquisa iniciado ainda 2009 e que deverá prosseguir até 2014 quando serão feitos novos voos para produzir resultados mais precisos. Segundo o pesquisador sênior da Nasa, Bruce Anderson, os resultados mostram que o biocombustível é “perfeitamente aceitável” para uso comercial. O maior problema, por enquanto, é o custo: enquanto um galão (cerca de 3,8 litros) de querosene convencional custa US$ 4, o feito de óleo de camelina pode sair por US$ 18.
No mês passado, o governo dos Estados Unidos renovou por cinco anos um programa de incentivo à pesquisa na área de biocombustíveis voltados ao setor de aviação. A meta dos EUA é chegar a 2018 com capacidade instalada para fabricar até 3,8 bilhões de litros de combustíveis renováveis para o segmento.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Environmental Leader e Associated Press