

A Casa Branca renovou por cinco anos o programa de incentivo às pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação.

A Casa Branca vai prolongar por mais cinco anos o programa de incentivo às pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biocombustíveis para o segmento da aviação civil. O anúncio foi feito durante essa segunda-feira (15).
O programa foi originalmente lançado pelo governo dos EUA em 2010 e faz parte de uma iniciativa mais ambiciosa que tem como meta montar uma indústria capaz de fabricar 1 bilhão de galões (pouco menos de 3,8 bilhões de litros) de bioquerosene até 2018. O esforço envolve também companhias áreas e a Administração Federal de Aviação.
Diversas linhas aéreas vêm fazendo voos de teste usando bioquerosene de aviação misturado ao combustível fóssil. Contudo, os combustíveis alternativos ainda são bem mais caros que os convencionais – em parte por falta de escala de produção – e muitos são fabricados a partir de biomassa que poderia ser usada para finalidades alimentares. Tudo isso tem aumentado a desconfiança em relação aos biocombustíveis. Recentemente, a oposição tentou cortar do orçamento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos as verbas voltadas do desenvolvimento de biocombustíveis.
Washington encara os programas de biocombustíveis como formas de reduzir sua dependência em relação ao petróleo importado e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Segundo o ministro dos Transportes do governo norte-americano, Ray LaHood, a renovação do programa contribui com os compromissos assumidos pelo presidente Barack Obama de colocar mais ênfase no combate aos efeitos das mudanças climáticas. “No discurso ‘O Estado da União’, o presidente Obama nos convocou a trabalharmos juntos para reduzir as emissões de carbono. Desenvolver combustíveis de aviação alternativos faz exatamente isso ao mesmo tempo em que cria empregos e ajuda as companhias aéreas a economizar dinheiro”, disse LaHoo.
Recentemente a holandesa KLM começou a fazer voos transatlânticos regulares entre Amsterdã e Nova York com um Boeing 777 abastecido de combustível renovável e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá realizou o primeiro voo teste abastecido 100% com biocombustível.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações The Hill