O uso massivo de biocombustíveis pelo setor de aviação está distante de se tornar uma viável. Essa é a conclusão de um relatório conjunto de dois dos mais destacados centros de pesquisas da França – a Academia de Tecnologias Francesa e a Academia do Ar e do Espaço – que foi publicado no final de setembro.
O uso massivo de biocombustíveis pelo setor de aviação está distante de se tornar uma viável. Essa é a conclusão de um relatório conjunto de dois dos mais destacados centros de pesquisas da França – a Academia de Tecnologias Francesa e a Academia do Ar e do Espaço – que foi publicado no final de setembro.
De acordo com os pesquisadores, antes que possa se tornar uma opção relevante para mitigar suas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) – o setor é responsável por 2% das emissões globais – o bioquerosene precisa superar diversos desafios.
Os principais deles estão relacionados ao custo maior do querosene renovável em reação ao combustível convencional. Nas contas dos técnicos, hoje o bioQAV custa, pelo menos, 30% mais. O estudo também diz que o custo maior é “intrínseco” em função dos gastos envolvidos na produção da biomassa necessária para sua produção.
Isso quer dizer que, por mais que a indústria otimize seus processos e aumente a eficiência de sua cadeia de produção, os preços jamais chegarão a favorecer os biocombustíveis. As especificações mais rígidas exigidas do combustível usado no setor de aviação também tornam o bioQAV mais caro do que os biocombustíveis usados na indústria de transportes terrestres.
Bilhões
Para que o bioQAV substituísse todo o querosene de aviação consumido no mundo, os investimentos em capacidade produtiva ultrapassariam a escala da centena de bilhão de dólares. Uma opção mais realista seria o uso de um percentual de bioquerosene no combustível fóssil.
A União Europeia tem como meta chegar 3,5% de bioQAV no combustível consumido nos transportes aéreos do continente até 2020, o que criaria um mercado de, aproximadamente, dois milhões de toneladas. Mas os pesquisadores consideram que mesmo essa meta não vá ser integralmente atingida.
GEEs
Embora reconheçam que “em princípio” a substituição do querosene fóssil por bioQAV pode reduzir as emissões de GEEs da indústria, o relatório francês alerta que é difícil quantificar os benefícios ambientais. De qualquer forma há vantagens consideráveis na substituição.
Uma das rotas tecnológicas estudadas, os ácidos graxos e ésteres hidrotratados (HEFA, na sigla em inglês), emitem 60% menos gás carbônico.
A íntegra do relatório pode ser baixada clicando aqui (em francês).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O uso massivo de biocombustíveis pelo setor de aviação está distante de se tornar uma viável. Essa é a conclusão de um relatório conjunto de dois dos mais destacados centros de pesquisas da França – a Academia de Tecnologias Francesa e a Academia do Ar e do Espaço – que foi publicado no final de setembro.
De acordo com os pesquisadores, antes que possa se tornar uma opção relevante para mitigar suas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) – o setor é responsável por 2% das emissões globais – o bioquerosene precisa superar diversos desafios.
Os principais deles estão relacionados ao custo maior do querosene renovável em reação ao combustível convencional. Nas contas dos técnicos, hoje o bioQAV custa, pelo menos, 30% mais. O estudo também diz que o custo maior é “intrínseco” em função dos gastos envolvidos na produção da biomassa necessária para sua produção.
Isso quer dizer que, por mais que a indústria otimize seus processos e aumente a eficiência de sua cadeia de produção, os preços jamais chegarão a favorecer os biocombustíveis. As especificações mais rígidas exigidas do combustível usado no setor de aviação também tornam o bioQAV mais caro do que os biocombustíveis usados na indústria de transportes terrestres.
Bilhões
Para que o bioQAV substituísse todo o querosene de aviação consumido no mundo, os investimentos em capacidade produtiva ultrapassariam a escala da centena de bilhão de dólares. Uma opção mais realista seria o uso de um percentual de bioquerosene no combustível fóssil.
A União Europeia tem como meta chegar 3,5% de bioQAV no combustível consumido nos transportes aéreos do continente até 2020, o que criaria um mercado de, aproximadamente, dois milhões de toneladas. Mas os pesquisadores consideram que mesmo essa meta não vá ser integralmente atingida.
GEEs
Embora reconheçam que “em princípio” a substituição do querosene fóssil por bioQAV pode reduzir as emissões de GEEs da indústria, o relatório francês alerta que é difícil quantificar os benefícios ambientais. De qualquer forma há vantagens consideráveis na substituição.
Uma das rotas tecnológicas estudadas, os ácidos graxos e ésteres hidrotratados (HEFA, na sigla em inglês), emitem 60% menos gás carbônico.
A íntegra do relatório pode ser baixada clicando aqui (em francês).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com