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Valtra sai na frente e é a primeira a dar garantia para o B100 ao consumidor

Tratores e colheitadeiras da Valtra começam a ser vendidos com garantia de fábrica para utilizar biodiesel puro.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Tratores e colheitadeiras da Valtra começam a ser vendidos com garantia de fábrica para utilizar biodiesel puro com especificação nacional.

Tratores e colheitadeiras da Valtra começam a ser vendidos com garantia de fábrica para utilizar biodiesel puro com padrão nacional. Os veículos serão equipados com motores AGCO Sisu Power, que representam 95% da produção da empresa. A fabricante está expondo a novidade na Expointer 2009, feira de agronegócio do Rio Grande do Sul.

A aprovação do biocombustível foi resultado de mais de 4 mil horas de testes em dois tratores com motores de 180 cavalos. Foram utilizados B50 e o B100 feito de soja e sebo, dentro das especificações brasileiras. “O resultado foi muito bom em termos de desempenho, consumo de combustível, potência e desgaste nos motores”, diz Jak Torreta, diretor de marketing da Valtra do Brasil.

A fabricante recomenda, no entanto, que para o uso de biodiesel puro seja utilizado um filtro entre a bomba de combustível e o tanque para proteger o sistema da entrada de água. Outra recomendação é que a troca de óleo seja feita com mais freqüência, reduzindo o tempo de 500 para 250 horas. “Sempre fica resíduo de biodiesel no óleo lubrificante. Por conta disso o produto pode perder suas características e eficiência”, diz Ricardo Huhtala, diretor da AGCO Sisu Power da América do Sul.

A Valtra do Brasil iniciou as análises com biodiesel em 2001, em conjunto com a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Durante dois anos foram feitos testes de campo com motores de 100 cavalos, contendo misturas de B5, B25, B50 e B100. A segunda fase de testes foi em 2005, envolvendo quatro tratores que utilizaram B5 e B20 de soja e de mamona. Em 2007, depois de quatro mil horas de testes, a fabricante deu garantia para o uso do B20.

A decisão de dar garantia de fábrica para misturas maiores de biodiesel segue as diretrizes da matriz da Valtra, localizada na Finlândia. O país foi o pioneiro a garantir B100 nos motores, em 2007. “Precisávamos certificar também aqui no Brasil, com biodiesel dentro das especificações da ANP”, diz Huhtala. Segundo o diretor, o resultado foi muito semelhante ao obtido com o biodiesel dentro das especificações européias.

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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