A maior usina de biodiesel do mundo produzindo exclusivamente com sebo de boi já está operando e deve ser inaugurada...
A maior usina de biodiesel do mundo produzindo exclusivamente com sebo de boi já está operando e deve ser inaugurada em junho no município de Lins (102 quilômetros de Bauru). A data da inauguração não foi confirmada pelo Grupo Bertin por depender apenas da convergência de agendas de autoridades, como a do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Grupo Bertin, por meio de sua assessoria, não informou mês ou dia exatos para a inauguração, mas confirmou a dependência de agenda de autoridades.
Ontem, uma fonte revelou que a empresa foi informada da liberação de licença ambiental de operação pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Faltam algumas licenças, como a de produção emitida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A usina está em fase de teste desde dezembro do ano passado. Em sua edição de 12 agosto de 2006, o JC havia antecipado o início da construção do empreendimento, um investimento de R$ 40 milhões.
A unidade tem capacidade para processar diariamente 300 toneladas de sebo bovino, com produção prevista de 100 mil toneladas de biodiesel por ano, o equivalente a 110 milhões de litros. A produção será utilizada para consumo próprio e também comercialização.
A empresa projeta abocanhar cerca de 14% da demanda do mercado brasileiro por biodiesel. Essa projeção respalda-se na obrigatoriedade, já a partir de 2008, da adição de 2% do biocombustível ao diesel.
Flexibilidade
A planta industrial implantada pelo Bertin tem como vantagem a flexibilidade de processamento de matéria-prima, podendo produzir a partir de qualquer gordura animal e também com pinhão-manso, soja, algodão, milho, amendoim, girassol, gergelim - oleaginosas. Uma fonte revelou ao JC, ontem, que a mamona foi descartada por haver problemas tecnológicos com uso do vegetal.
Se a produção de biodiesel brasileiro dependesse hoje apenas da matéria-prima sebo do boi, seria inviável. A oferta atual de sebo do boi no mercado brasileiro é estimado em 720 mil toneladas/ano, quantidade calculada sobre o plantel bovino do País e a taxa de abate anual - desfrute - que é de 20%. Enquanto a demanda atual é muito maior. Segundo apurou a reportagem, seria necessário quase 1 bilhão de litros, enquanto que a oferta é de aproximadamente 770 milhões de litros. No entanto, nem todas as usinas vão usar o sebo do boi para transformar em biodiesel.
A usina do Grupo Bertin foi instalada no encontro das rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Transbrasiliana (BR-153), ao lado da Bracol, unidade de beneficiamento de couro bovino. O Grupo Bertin também possui frigorífico em Lins, de onde sairá parte do sebo bovino processado em sua usina de biodiesel.
Ricardo Santana
Fonte: Jornal da Cidade - Bauru/SP
A maior usina de biodiesel do mundo produzindo exclusivamente com sebo de boi já está operando e deve ser inaugurada em junho no município de Lins (102 quilômetros de Bauru). A data da inauguração não foi confirmada pelo Grupo Bertin por depender apenas da convergência de agendas de autoridades, como a do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Grupo Bertin, por meio de sua assessoria, não informou mês ou dia exatos para a inauguração, mas confirmou a dependência de agenda de autoridades.
Ontem, uma fonte revelou que a empresa foi informada da liberação de licença ambiental de operação pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Faltam algumas licenças, como a de produção emitida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A usina está em fase de teste desde dezembro do ano passado. Em sua edição de 12 agosto de 2006, o JC havia antecipado o início da construção do empreendimento, um investimento de R$ 40 milhões.
A unidade tem capacidade para processar diariamente 300 toneladas de sebo bovino, com produção prevista de 100 mil toneladas de biodiesel por ano, o equivalente a 110 milhões de litros. A produção será utilizada para consumo próprio e também comercialização.
A empresa projeta abocanhar cerca de 14% da demanda do mercado brasileiro por biodiesel. Essa projeção respalda-se na obrigatoriedade, já a partir de 2008, da adição de 2% do biocombustível ao diesel.
Flexibilidade
A planta industrial implantada pelo Bertin tem como vantagem a flexibilidade de processamento de matéria-prima, podendo produzir a partir de qualquer gordura animal e também com pinhão-manso, soja, algodão, milho, amendoim, girassol, gergelim - oleaginosas. Uma fonte revelou ao JC, ontem, que a mamona foi descartada por haver problemas tecnológicos com uso do vegetal.
Se a produção de biodiesel brasileiro dependesse hoje apenas da matéria-prima sebo do boi, seria inviável. A oferta atual de sebo do boi no mercado brasileiro é estimado em 720 mil toneladas/ano, quantidade calculada sobre o plantel bovino do País e a taxa de abate anual - desfrute - que é de 20%. Enquanto a demanda atual é muito maior. Segundo apurou a reportagem, seria necessário quase 1 bilhão de litros, enquanto que a oferta é de aproximadamente 770 milhões de litros. No entanto, nem todas as usinas vão usar o sebo do boi para transformar em biodiesel.
A usina do Grupo Bertin foi instalada no encontro das rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Transbrasiliana (BR-153), ao lado da Bracol, unidade de beneficiamento de couro bovino. O Grupo Bertin também possui frigorífico em Lins, de onde sairá parte do sebo bovino processado em sua usina de biodiesel.
Ricardo Santana
Fonte: Jornal da Cidade - Bauru/SP