Vaz defendeu que o setor e o governo façam uma revisão do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB).
Vaz defendeu que o setor e o governo façam uma revisão do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB). “O programa se desenvolveu de forma rigorosa, mas precisa ser re-equacionado. Temos uma experiência riquíssima de três anos, mas certamente são necessários ajustes”, disse. O Sindicom, explicou, defende que essa revisão seja feita antes do país pensar em aumentar o teor de biodiesel no diesel.
S50 e S10 pode atrapalhar
O desafio logístico para a implantação do diesel S50 e S10, com baixíssimo teor de enxofre, a partir de 2012 pode atrapalhar a possibilidade de implantação do B10 nesse mesmo período. O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, declarou nesta quarta-feira, durante palestra na Conferência BiodieselBR que esses combustíveis deverão exigir uma logística e investimentos das distribuidoras que irão concorrer com as medidas necessárias para a ampliação da mistura de biodiesel no diesel. “As distribuidoras estão preparadas para o B5, que é o que o legislação previa até 2013. Qualquer ampliação nesse teor implicará certamente em investimentos em tanques e dosadores”, alertou.
Segundo o vice-presidente do Sindicato, atualmente o biodiesel é transportado pelas estradas do país. “O volume não é suficiente para permitir uma evolução para o transporte ferroviário, muito menos para a implantação de dutos”, apontou. E transportar combustíveis pelas estradas brasileiras não é fácil, reclamou. “Temos restrições ao trânsito de caminhões em algumas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro. Temos estradas em péssima qualidade”, listou.
Além disso, a falta de equilíbrio entre oferta e demanda de biodiesel faz com que se percorram grandes distâncias para levar o combustível aos centros distribuidores. Em média, são 1,3 mil quilômetros entre a usina e a distribuidora e cinco dias e meio entre a carga e a entrega do produto. E, a partir de 2012, essa estrutura complexa de logística passará a ser disputada também pelo S50 e S10. “Os volumes desses combustíveis também não justificam o uso de outro modal de transporte que não o rodoviário”, explicou.
Vaz defende que o aumento do teor de biodiesel no diesel também tornaria a sonegação mais atraente. Como o preço do combustível renovável ainda é superior ao do proveniente do petróleo “esse é um crime compensa duas vezes”. E chamou a atenção para a questão da qualidade do biodiesel. O Sindicom alega que o biodiesel favorece a degradação do diesel, além de exigir uma limpeza mais constante dos tanques por causa da formação de borra. “Não ouvi ninguém falar aqui hoje sobre a qualidade, mas é um ponto importante porque o diesel atente ao setor produtivo, que precisa estar seguro da qualidade do produto que está recebendo”, alertou.
Por fim, Vaz defendeu a venda direta de combustível das usinas para as distribuidoras “desde que resguardada as condições de fiscalização de cumprimento do B5”. “Já temos uma experiência amarga de sonegação com o etanol. Sem essas garantias a permanência da sistemática dos leilões é a melhor opção”, disse. Segundo o vice-presidente do Sindicom, o impacto da sonegação no mercado de etanol é tão grande que afeta o market share das distribuidoras no setor. As empresas associadas ao Sindicom atendem a 83% do mercado de diesel/biodiesel, 75% do mercado de gasolina, mas só 60% do mercado de etanol. “Como a sonegação é disseminada as distribuidoras não tem como competir”, completou.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Vaz defendeu que o setor e o governo façam uma revisão do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB). “O programa se desenvolveu de forma rigorosa, mas precisa ser re-equacionado. Temos uma experiência riquíssima de três anos, mas certamente são necessários ajustes”, disse. O Sindicom, explicou, defende que essa revisão seja feita antes do país pensar em aumentar o teor de biodiesel no diesel.
S50 e S10 pode atrapalhar
O desafio logístico para a implantação do diesel S50 e S10, com baixíssimo teor de enxofre, a partir de 2012 pode atrapalhar a possibilidade de implantação do B10 nesse mesmo período. O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, declarou nesta quarta-feira, durante palestra na Conferência BiodieselBR que esses combustíveis deverão exigir uma logística e investimentos das distribuidoras que irão concorrer com as medidas necessárias para a ampliação da mistura de biodiesel no diesel. “As distribuidoras estão preparadas para o B5, que é o que o legislação previa até 2013. Qualquer ampliação nesse teor implicará certamente em investimentos em tanques e dosadores”, alertou.
Segundo o vice-presidente do Sindicato, atualmente o biodiesel é transportado pelas estradas do país. “O volume não é suficiente para permitir uma evolução para o transporte ferroviário, muito menos para a implantação de dutos”, apontou. E transportar combustíveis pelas estradas brasileiras não é fácil, reclamou. “Temos restrições ao trânsito de caminhões em algumas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro. Temos estradas em péssima qualidade”, listou.
Além disso, a falta de equilíbrio entre oferta e demanda de biodiesel faz com que se percorram grandes distâncias para levar o combustível aos centros distribuidores. Em média, são 1,3 mil quilômetros entre a usina e a distribuidora e cinco dias e meio entre a carga e a entrega do produto. E, a partir de 2012, essa estrutura complexa de logística passará a ser disputada também pelo S50 e S10. “Os volumes desses combustíveis também não justificam o uso de outro modal de transporte que não o rodoviário”, explicou.
Vaz defende que o aumento do teor de biodiesel no diesel também tornaria a sonegação mais atraente. Como o preço do combustível renovável ainda é superior ao do proveniente do petróleo “esse é um crime compensa duas vezes”. E chamou a atenção para a questão da qualidade do biodiesel. O Sindicom alega que o biodiesel favorece a degradação do diesel, além de exigir uma limpeza mais constante dos tanques por causa da formação de borra. “Não ouvi ninguém falar aqui hoje sobre a qualidade, mas é um ponto importante porque o diesel atente ao setor produtivo, que precisa estar seguro da qualidade do produto que está recebendo”, alertou.
Por fim, Vaz defendeu a venda direta de combustível das usinas para as distribuidoras “desde que resguardada as condições de fiscalização de cumprimento do B5”. “Já temos uma experiência amarga de sonegação com o etanol. Sem essas garantias a permanência da sistemática dos leilões é a melhor opção”, disse. Segundo o vice-presidente do Sindicom, o impacto da sonegação no mercado de etanol é tão grande que afeta o market share das distribuidoras no setor. As empresas associadas ao Sindicom atendem a 83% do mercado de diesel/biodiesel, 75% do mercado de gasolina, mas só 60% do mercado de etanol. “Como a sonegação é disseminada as distribuidoras não tem como competir”, completou.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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