Nesse novo método de purificação todos os sais utilizados na reação química são recuperados e a
glicerina resultante atinge um grau de pureza que varia de 90 a 99,9%.
Um novo método de purificação da glicerina, co-produto excedente das usinas de biodiesel, foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Industrial (Cetind), do sistema Fieb-Senai da Bahia. O processo não utiliza destilação à pressão reduzida, forma empregada atualmente para purificar o produto, e dispensa a neutralização do meio com agentes químicos. Segundo o coordenador da pesquisa, Rogério da Conceição Rodrigues, do Laboratório de Pesquisas Aplicadas do Senai, os testes em escala piloto produziram uma glicerina com grau farmacêutico, com maior valor comercial.
Nesse novo método de purificação - em fase de obtenção de patente - todos os sais utilizados na reação química são recuperados e a glicerina resultante atinge um grau de pureza que varia de 90 a 99,9%. “O problema do método tradicional é que há uma degradação da glicerina, formando substâncias mais leves e polimerização”, compara Rodrigues.
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Segundo o pesquisador, os resultados já despertaram o interesse da Copenor, empresa do ramo petroquímico situada no pólo industrial de Camaçari (BA), que no mês de maio assinou um acordo de transferência de tecnologia com o Senai para o desenvolvimento do processo em uma planta industrial. A primeira fase do projeto foi concluída recentemente e envolveu estudos em escala piloto. As investigações agora estão concentradas no desenvolvimento da escala industrial, juntamente com os estudos sobre a viabilidade econômica do processo.
Em outra vertente do estudo, os pesquisadores transformaram a glicerina purificada em glicidol e epicloridrina, intermediários de grande importância na fabricação de resinas epóxidas. Os pesquisadores desenvolveram duas rotas sintéticas alternativas que fazem uso de um reagente oxidante de baixo valor comercial, normalmente encontrado na seção de limpeza de supermercados. As novas rotas também estão em fase de obtenção de patente.
Além da purificação e do desenvolvimento das rotas sintéticas, as pesquisas também possibilitaram a criação de novo método analítico para quantificar diretamente a glicerina misturada ao biodiesel (B100). A estratégia envolve uma reação química que utiliza o próprio biodiesel como solvente da reação, enquanto o monitoramento pode ser feito por cromatografia em fase gasosa acoplada a um detector FID (CG-FID). As vantagens que o método apresentou, de acordo com Rodrigues, estão relacionadas ao tempo de resposta, o uso de uma coluna capilar com ampla resolução para a maioria dos compostos orgânicos e a não utilização de reagentes de derivatização de alto custo, muitas vezes importados e de fácil degradação.
Os resultados serviram de base para a dissertação de mestrado defendida em março na Universidade Federal da Bahia por Alexandre dos Santos Machado. De acordo com Rodrigues, este método demonstrou vantagens significativas quando comparado aos descritos nas normas reguladoras em vigência. Os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de inclusão desse método como mais uma ferramenta para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) analisar o biodiesel produzido no Brasil.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Um novo método de purificação da glicerina, co-produto excedente das usinas de biodiesel, foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Industrial (Cetind), do sistema Fieb-Senai da Bahia. O processo não utiliza destilação à pressão reduzida, forma empregada atualmente para purificar o produto, e dispensa a neutralização do meio com agentes químicos. Segundo o coordenador da pesquisa, Rogério da Conceição Rodrigues, do Laboratório de Pesquisas Aplicadas do Senai, os testes em escala piloto produziram uma glicerina com grau farmacêutico, com maior valor comercial.
Nesse novo método de purificação - em fase de obtenção de patente - todos os sais utilizados na reação química são recuperados e a glicerina resultante atinge um grau de pureza que varia de 90 a 99,9%. “O problema do método tradicional é que há uma degradação da glicerina, formando substâncias mais leves e polimerização”, compara Rodrigues.
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Segundo o pesquisador, os resultados já despertaram o interesse da Copenor, empresa do ramo petroquímico situada no pólo industrial de Camaçari (BA), que no mês de maio assinou um acordo de transferência de tecnologia com o Senai para o desenvolvimento do processo em uma planta industrial. A primeira fase do projeto foi concluída recentemente e envolveu estudos em escala piloto. As investigações agora estão concentradas no desenvolvimento da escala industrial, juntamente com os estudos sobre a viabilidade econômica do processo.
Em outra vertente do estudo, os pesquisadores transformaram a glicerina purificada em glicidol e epicloridrina, intermediários de grande importância na fabricação de resinas epóxidas. Os pesquisadores desenvolveram duas rotas sintéticas alternativas que fazem uso de um reagente oxidante de baixo valor comercial, normalmente encontrado na seção de limpeza de supermercados. As novas rotas também estão em fase de obtenção de patente.
Além da purificação e do desenvolvimento das rotas sintéticas, as pesquisas também possibilitaram a criação de novo método analítico para quantificar diretamente a glicerina misturada ao biodiesel (B100). A estratégia envolve uma reação química que utiliza o próprio biodiesel como solvente da reação, enquanto o monitoramento pode ser feito por cromatografia em fase gasosa acoplada a um detector FID (CG-FID). As vantagens que o método apresentou, de acordo com Rodrigues, estão relacionadas ao tempo de resposta, o uso de uma coluna capilar com ampla resolução para a maioria dos compostos orgânicos e a não utilização de reagentes de derivatização de alto custo, muitas vezes importados e de fácil degradação.
Os resultados serviram de base para a dissertação de mestrado defendida em março na Universidade Federal da Bahia por Alexandre dos Santos Machado. De acordo com Rodrigues, este método demonstrou vantagens significativas quando comparado aos descritos nas normas reguladoras em vigência. Os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de inclusão desse método como mais uma ferramenta para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) analisar o biodiesel produzido no Brasil.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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