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Ricardo Dornelles: aumento da mistura de biodiesel depende de "um conjunto de fatores"

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, falou sobre as possibilidaeds para o aumento da mistura
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, falou sobre as possibilidaeds para o aumento da mistura

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, mostrou um cenário pouco favorável ao B10 na palestra que fez nesta quinta-feira na Conferência BiodieselBR.

“Ainda não há sinalização clara de que teremos um B diferente nos próximos anos. Para você fazer uma mudança na mistura, aumentar o percentual, a decisão tem que ser baseada num conjunto de fatores: o atendimento dos objetivos da política nacional energética, as condições de abastecimento, a harmonização dos interesses, a competitividade com outros combustíveis e o fortalecimento do selo social”, informou.

Segundo Dornelles, a implantação de novas misturas depende necessariamente de alterações na legislação, uma vez que a lei atual estipula a mistura até B5. Além disso, há a previsão, junto às fabricantes de motores, de garantia até esse limite. Para novas misturas será preciso chegar a um novo consenso com esse setor.

Apesar do cenário pouco promissor, Dornelles afirmou que o governo tem como objetivo expandir o biodiesel e que esse crescimento deverá ser previsto no novo marco legal dos biocombustíveis. “O grande desafio é consolidar as vantagens sociais e ambientais”, afirmou.

Para ele, diversos fatores estimulam a expansão do setor de biodiesel. “É um mercado que contribui para a segurança energética do país, pois diversifica as fontes de energia, além de melhorar a balança de CO2”, opinou. A expansão do biodiesel também garante mais energia para o país. “Um país como o nosso precisa de energia acessível para manter o nível de crescimento projetado”, completou.

O limite do B7

Pela análise de Dornelles, considerando um aumento da produção de óleo de soja no país de 4% ao ano, a destinação desse produto ao mercado de biodiesel chegaria ao limite em 2013, com um hipotético B7. A partir daí forçaria a redução das exportações. “Hoje não existe no mercado outro óleo para o biodiesel além da soja”, destacou. “O B7 parece ser o limite nesse cenário”, completou.

Ociosidade
Outro dado apresentado por Dornelles se refere a capacidade ociosa da indústria do setor. Segundo ele, no 19º leilão de biodiesel da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis (ANP) a capacidade ociosa ficou em 323 milhões de litros, o suficiente para o B7,6. No entando, 2/3 dessa ociosidade estão restritas a seis empresas: Olfar, Biocapital, Petrobras, ADM, Caramuru e Brasil Ecodiesel. Esta última responde, sozinha, por 25% da capacidade ociosa. “Então há um cenário que não é igual para todo mundo”, apontou.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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