Confira a seguir o resultado preliminar completo do 20º Leilão de Biodiesel
As negociações do 20º Leilão de biodiesel da ANP foram encerradas na quinta-feira, mas muitas mudanças aconteceram na semana seguinte durante a fase de aceitação e habilitação.
Fase conturbada
Encerrada as negociações dos itens o certame entrou na fase de aceitação e habilitação. Este período foi marcado por muitas mudanças e correções por parte da ANP. O primeiro problema identificado foi com o CNPJ da Oleoplan, que divergia do cadastrado na agência e na Receita Federal. Essa situação ocasionou dois dias de pausa no certame. A BiodieselBR identificou que o problema semelhante ao do CNPJ da Oleoplan já vem ocorrendo desde o leilão 17 com diversas empresas. A Agência foi procurada para comentar mas ainda não se pronunciou.
Na terça-feira com a retomada dos trabalhos a ANP optou por não punir a Oleoplan alegando "atuar em favor da ampliação da disputa". Em seguida foram inabilitados os itens arrematados pela Innovatti e pela SPBio, pois no entendimento do pregoeiro elas deram lances acima da capacidade permitida de venda. No entanto no mesmo dia o pregoeiro mudou o entendimento e devolveu os itens à Innovatti. Nesta quarta-feira foi a vez da SPBio reaver os itens.
Resultado
O certame comercializou 600 milhões de litros destinados a abastecer o país no primeiro trimestre de 2011 com a mistura obrigatória de 5% no diesel. A negociação movimentou R$ 1,38 bilhão. O valor foi cerca de R$ 300 milhões acima do leilão anterior, mesmo tendo comercializado 15 milhões de litros a menos. A alta do preço do óleo de soja e a pouca disposição das usinas em reduzir o preço contribuíram para esse volume financeiro extra.
Com a ampliação das unidades produtivas e a entrada de novas usinas no mercado, a oferta disponível neste leilão foi recorde. Apesar disso, houve pouca disputa pelos lotes. O deságio médio em relação ao preço máximo fixado pela agência foi de 1%, patamar similar ao dos leilões presenciais. O preço médio registrado foi de R$ 2,2967 o litro, 55 centavos acima do preço médio do 19º leilão, realizado em setembro.
Nesse leilão a surpresa foi a cautela que levou as usinas a apresentarem poucas ofertas. No final da tarde do primeiro dia de pregão o primeiro lote encerrou com um deságio de 0,42%. Nesse lote foram comercializados 480 milhões de litros (80% de todo volume arrematado).
O segundo lote, onde participaram empresas com e sem o selo social, começou a ser negociado ainda no final da tarde de quarta-feira (17). Com mais usinas na disputa, esta segunda etapa registrou um deságio maior, de 3,32%, e onde o preço mais baixo foi ofertado: R$ 2,05 o litro.
Ao todo, 37 empresas conseguiram vender sua produção nesse leilão. As três maiores vendedoras do pregão arremataram volumes muito próximos: a Granol vendeu 70 milhões de litros, a ADM 68,2 milhões de litros e a Petrobras Biocombustível 68 milhões de litros.
Atualização 24/11 - 18h10m: Importante: O leilão ainda está em fase de habilitação e em seguida será aberta a fase de recursos. A última etapa deste certame é a homologação, que deve ocorrer apenas em dezembro.
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BiodieselBR.com
As negociações do 20º Leilão de biodiesel da ANP foram encerradas na quinta-feira, mas muitas mudanças aconteceram na semana seguinte durante a fase de aceitação e habilitação.
Fase conturbada
Encerrada as negociações dos itens o certame entrou na fase de aceitação e habilitação. Este período foi marcado por muitas mudanças e correções por parte da ANP. O primeiro problema identificado foi com o CNPJ da Oleoplan, que divergia do cadastrado na agência e na Receita Federal. Essa situação ocasionou dois dias de pausa no certame. A BiodieselBR identificou que o problema semelhante ao do CNPJ da Oleoplan já vem ocorrendo desde o leilão 17 com diversas empresas. A Agência foi procurada para comentar mas ainda não se pronunciou.
Na terça-feira com a retomada dos trabalhos a ANP optou por não punir a Oleoplan alegando "atuar em favor da ampliação da disputa". Em seguida foram inabilitados os itens arrematados pela Innovatti e pela SPBio, pois no entendimento do pregoeiro elas deram lances acima da capacidade permitida de venda. No entanto no mesmo dia o pregoeiro mudou o entendimento e devolveu os itens à Innovatti. Nesta quarta-feira foi a vez da SPBio reaver os itens.
Resultado
O certame comercializou 600 milhões de litros destinados a abastecer o país no primeiro trimestre de 2011 com a mistura obrigatória de 5% no diesel. A negociação movimentou R$ 1,38 bilhão. O valor foi cerca de R$ 300 milhões acima do leilão anterior, mesmo tendo comercializado 15 milhões de litros a menos. A alta do preço do óleo de soja e a pouca disposição das usinas em reduzir o preço contribuíram para esse volume financeiro extra.
Com a ampliação das unidades produtivas e a entrada de novas usinas no mercado, a oferta disponível neste leilão foi recorde. Apesar disso, houve pouca disputa pelos lotes. O deságio médio em relação ao preço máximo fixado pela agência foi de 1%, patamar similar ao dos leilões presenciais. O preço médio registrado foi de R$ 2,2967 o litro, 55 centavos acima do preço médio do 19º leilão, realizado em setembro.
Nesse leilão a surpresa foi a cautela que levou as usinas a apresentarem poucas ofertas. No final da tarde do primeiro dia de pregão o primeiro lote encerrou com um deságio de 0,42%. Nesse lote foram comercializados 480 milhões de litros (80% de todo volume arrematado).
O segundo lote, onde participaram empresas com e sem o selo social, começou a ser negociado ainda no final da tarde de quarta-feira (17). Com mais usinas na disputa, esta segunda etapa registrou um deságio maior, de 3,32%, e onde o preço mais baixo foi ofertado: R$ 2,05 o litro.
Ao todo, 37 empresas conseguiram vender sua produção nesse leilão. As três maiores vendedoras do pregão arremataram volumes muito próximos: a Granol vendeu 70 milhões de litros, a ADM 68,2 milhões de litros e a Petrobras Biocombustível 68 milhões de litros.
Atualização 24/11 - 18h10m: Importante: O leilão ainda está em fase de habilitação e em seguida será aberta a fase de recursos. A última etapa deste certame é a homologação, que deve ocorrer apenas em dezembro.
Mudanças deste sexta-feira (19/11)
| Item | Volume | Perdeu | Valor | Ganhou | Valor |
| 124 | 250 | Abdiesel Araguari | R$ 2,1100 | Binatural | R$2,1990 |
| 130 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Binatural | R$2,3100 |
| 131 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Cooperbio | R$2,1101 |
| 135 | 500 | Innovatti | R$2,1088 | Camera | R$2,1089 |
| 137 | 500 | Innovatti | R$2,1095 | Biocamp | R$2,1096 |
| 140 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Biocamp | R$2,1997 |
| 141 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Biotins | R$2,1996 |
| 142 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Biocamp | R$2,1570 |
| 145 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Biocamp | R$2,1975 |
| 146 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Fiagril | R$2,3084 |
| 147 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | B. Ecodiesel MA | R$2,2843 |
| 149 | 500 | Abdiesel Araguari | R$2,1100 | Binatural | R$2,1970 |
| 167 | 1000 | Spbio | R$2,1966 | Caibiense | R$2,1970 |
| 172 | 1000 | ADM | R$2,2547 | Caibiense | R$2,2550 |
| 173 | 1000 | ADM | R$2,2527 | Caibiense | R$2,2530 |
| 194 | 5000 | SPBio | R$2,2020 | Oleoplan | R$2,2021 |
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