Mais um relatório sobre o impacto do aumento do uso de biocombustíveis
aponta problemas na sustentabilidade desses produtos.
Mais um relatório sobre o impacto do aumento do uso de biocombustíveis
aponta problemas na sustentabilidade desses produtos. O documento foi endossado por nove entidades ambientais.
Mais um relatório sobre o impacto do aumento do uso de biocombustíveis aponta problemas na sustentabilidade desses produtos. O documento, endossado por nove entidades ambientais como o Greenpeace, aponta que nos próximos dez anos a Europa terá que ocupar mais de 69 km quadrados de terras agricultáveis para dar conta do aumento do uso de etanol e biodiesel. A devastação produzida por essa expansão irá agravar as mudanças climáticas enfrentadas pelo planeta, afirma o relatório.
Segundo as instituições ambientalistas uma área igual a duas vezes o tamanho da Bélgica terá que ser convertida em plantações, o que irá provocar a derrubada de florestas e a extinção de ecossistemas. O documento recomenda que o continente mude seus planos de substituição do diesel mineral até 2020.
“A escala da destruição que a Europa irá causar com seus planos de expansão de biocombustíveis está agora clara – florestas e a natureza serão destruídas para abastecer nossos carros. O resultado da emissão de mais gases do efeito estufa fazem os biocombustíveis piores que os combustíveis fósseis. A União Eurpéia precisa revisar a sustentabilidade dos combustíveis renováveis e garantir que seu uso não cause mais problemas ambientais e destruição”, afirmou Adrian Bebb da Friends of the Earth Europe.
A pesquisa considerou que o uso de biocombustíveis deverá representar 9,5% do combustível usado na Europa em 2020 e que mais de 90% virá de matérias-primas usadas na indústria da alimentação. Segundo os estudos, o uso indireto de terras para a expansão dos biocombustíveis irá emitir de 27 a 56 milhões de toneladas de gases do efeito estufa por ano.
O relatório aponta que cinco países serão responsáveis por dois terços das emissões provocadas pelos biocombustíveis: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França. O texto ainda alerta: “se a política de biocombustíveis da União Européia não mudar os combustíveis renováveis que o continente irá usar na próxima década serão, em média, de 81 a 167% piores para o meio ambiente que os combustíveis fósseis.
“Os biocombustíveis não são a solução ambientalmente correta para a questão da energia. Os planos da União Européia de expansão dos combustíveis renováveis dão um cheque em branco para as empresas para que continuem a pegar terras dos países mais pobres do mundo para produzir combustível aos invés de produzir comida. A política européia está colocando milhões de pessoas em perigo, além de ameaçar a frágil segurança alimentar da África”, conclui Laura Sullivan da ActionAid.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Mais um relatório sobre o impacto do aumento do uso de biocombustíveis aponta problemas na sustentabilidade desses produtos. O documento, endossado por nove entidades ambientais como o Greenpeace, aponta que nos próximos dez anos a Europa terá que ocupar mais de 69 km quadrados de terras agricultáveis para dar conta do aumento do uso de etanol e biodiesel. A devastação produzida por essa expansão irá agravar as mudanças climáticas enfrentadas pelo planeta, afirma o relatório.
Segundo as instituições ambientalistas uma área igual a duas vezes o tamanho da Bélgica terá que ser convertida em plantações, o que irá provocar a derrubada de florestas e a extinção de ecossistemas. O documento recomenda que o continente mude seus planos de substituição do diesel mineral até 2020.
“A escala da destruição que a Europa irá causar com seus planos de expansão de biocombustíveis está agora clara – florestas e a natureza serão destruídas para abastecer nossos carros. O resultado da emissão de mais gases do efeito estufa fazem os biocombustíveis piores que os combustíveis fósseis. A União Eurpéia precisa revisar a sustentabilidade dos combustíveis renováveis e garantir que seu uso não cause mais problemas ambientais e destruição”, afirmou Adrian Bebb da Friends of the Earth Europe.
A pesquisa considerou que o uso de biocombustíveis deverá representar 9,5% do combustível usado na Europa em 2020 e que mais de 90% virá de matérias-primas usadas na indústria da alimentação. Segundo os estudos, o uso indireto de terras para a expansão dos biocombustíveis irá emitir de 27 a 56 milhões de toneladas de gases do efeito estufa por ano.
O relatório aponta que cinco países serão responsáveis por dois terços das emissões provocadas pelos biocombustíveis: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França. O texto ainda alerta: “se a política de biocombustíveis da União Européia não mudar os combustíveis renováveis que o continente irá usar na próxima década serão, em média, de 81 a 167% piores para o meio ambiente que os combustíveis fósseis.
“Os biocombustíveis não são a solução ambientalmente correta para a questão da energia. Os planos da União Européia de expansão dos combustíveis renováveis dão um cheque em branco para as empresas para que continuem a pegar terras dos países mais pobres do mundo para produzir combustível aos invés de produzir comida. A política européia está colocando milhões de pessoas em perigo, além de ameaçar a frágil segurança alimentar da África”, conclui Laura Sullivan da ActionAid.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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