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Regras do selo social precisam passar por mudanças [Arnoldo Campos]

Arnoldo de Campos reconheceu que é preciso alterar alguns pontos da Instrução Normativa do selo social
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Arnoldo de Campos, diretor de geração de renda e agregação de valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reconheceu que é preciso alterar alguns pontos da Instrução Normativa do selo social

Arnoldo de Campos, diretor de geração de renda e agregação de valor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reconheceu que é preciso alterar alguns pontos da Instrução Normativa do selo social, aprovando, por exemplo, uma proposta tributária que incentive a diversificação e resolva o problema do crédito presumido. Outra questão que ele apresentou foi a necessidade de aumentar a agilidade do cancelamento e concessão do selo.

“O programa tem que ser amigo da diversificação”, afirmou Campos. Ele defende a diversificação de culturas oleaginosas para garantir um futuro sustentável para o programa. “Se o preço da soja explodir no mercado internacional ninguém vai ficar desesperado porque teremos outras opções”, diz. Mesmo que as culturas incentivadas não forem usadas pelas usinas em determinado momento, elas sempre terão outros usos, não necessariamente biodiesel, argumenta.

O pior momento em relação à inclusão, segundo ele, foi no ano de 2008, quando o programa de biodiesel conseguiu incluir apenas 28 mil famílias. No ano passado, a participação da agricultura familiar melhorou, totalizando 51 mil famílias. A previsão do MDA para 2010 é inserir 109 mil famílias. No entanto, o número é metade da meta inicialmente projetada pelo governo.

Ele acredita que a chave para futuro do programa é melhorar a assistência técnica e fortalecer as cooperativas. De acordo com o MDA, hoje são 1.200 técnicos contratados pelas empresas de biodiesel. Em 2006 havia somente quatro cooperativas inseridas na cadeia de biodiesel. O número aumentou para 13 em 2007, 20 em 2008 e chegou a 42 no ano passado. “Hoje, 70% dos agricultores familiares inseridos no programa estão dentro de cooperativas. Nossa idéia é chegar a 100%. A organização em cooperativas dá mais poder para os agricultores negociarem com as usinas”, diz Arnoldo.

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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