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Projeto transforma óleo de fritura do McDonald´s em biodiesel

Um dos maiores resíduos do McDonald´s, o óleo usado na fritura de batatas e empanados, está tendo como destino final a fabricação de biodiesel, evitando a possibilidade de descarte em lixões, esgotos e rios.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Um dos maiores resíduos do McDonald´s, o óleo usado na fritura de batatas e empanados, está tendo como destino final a fabricação de biodiesel, evitando a possibilidade de descarte em lixões, esgotos e rios.

Um dos maiores resíduos do McDonald´s, o óleo usado na fritura de batatas e empanados, está tendo como destino final a fabricação de biodiesel, evitando a possibilidade de descarte em lixões, esgotos e rios. O biocombustível produzido a partir dessa fonte agora abastece os caminhões da Martin-Brower, empresa de Logística e Distribuição para o food service que atende as lanchonetes da rede. O projeto de produção e uso de biodiesel em circuito fechado vem sendo testado há cerca de um ano, mas somente ontem teve seu lançamento oficial em São Paulo pelas 11 empresas parceiras. 

Em um processo de logística reversa, ao entregar os produtos, os caminhões recolhem o óleo de cozinha usado proveniente de 20 restaurantes da rede localizados na zona leste de São Paulo e no litoral paulista. O resíduo é levado à sede da Martin-Brower, em Osasco (SP), onde é armazenado e enviado à usina da SP BIO, em Sumaré (SP), que o transforma em biodiesel. Para fechar o ciclo, o biocombustível abastece os caminhões, que fazem as entregas seguintes e recolhem mais óleo para ser usado em uma nova produção de biodiesel.

Atualmente, cinco caminhões da empresa rodam com o biocombustível – quatro com uma mistura de B20 e um com B100.  Além disso, o biodiesel alimenta os geradores que tocam os freezers instalados nesses veículos. No início a iniciativa gerava de 30 a 40 mil litros por mês de biodiesel, mas a meta, segundo Fernando Quércia, sócio da SP Bio, é chegar a 3 milhões de litros anuais, somente utilizando o óleo de cozinha gerado nas lanchonetes da rede como matéria-prima. Esse volume poderia abastecer 40% da frota com B100, ou 100% da frota de 150 caminhões com B40.

A expectativa é que o biodiesel utilizado nesta experiência tenha custo igual ou menor que o diesel mineral, já que ele é produzido a partir de resíduos. Porém antes, a empresa precisa colher os resultados dos testes em curso atualmente, o que deverá ocorrer somente em setembro. “Todas as empresas envolvidas repartem os custos para tornar o programa viável. O impacto econômico ainda não foi medido porque precisamos antes analisar o consumo do combustível e o impacto nos motores”, diz Quércia.

Caminhões

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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